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Empresário confirma à PF que arcou com reforma de escritório de Renan Bolsonaro em Brasília

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O empresário Luís Felipe Belmonte confirmou em depoimento à Polícia Federal que pagou R$ 9,5 mil para reformar um escritório, localizado no camarote do estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), que é utilizado por Renan Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro. A declaração faz parte do inquérito sobre possível tráfico de influência do filho zero quatro junto ao governo federal. Renan nega ter praticado qualquer irregularidade. As informações são do O Globo.

Luís Felipe Belmonte ganhou notoriedade quando atuou na montagem do partido Aliança pelo Brasil, que receberia o presidente Jair Bolsonaro. Só que o projeto não vingou. Depois, o empresário se tornou dirigente do Partido Social Cristão (PSC) no Distrito Federal.

Luís Felipe relatou à PF, em depoimento, que o próprio Jair Renan Bolsonaro e o então parceiro de negócio Allan Lucena pediram para que ele contribuísse financeiramente para a reforma do escritório ocupado pelo filho do presidente.

O Globo entrou em contato com a arquiteta Tânia Fernandes, que foi responsável pela obra na sala comercial, e ela confirmou os recursos repassados por Luís Felipe.

“Foi isso mesmo. Eu fiz o contrato de reforma do camarote, com o que seria feito, e ele (Belmonte) fez a transferência. Depois, gerei o recibo de pagamento e executei a obra conforme estava planejado. Foi uma reforma simples e rápida. Foi mais pintura geral, um pedaço de parede de gesso, ajustes de elétrica, polimento da pedra que já tinha, instalação de iluminação simples e instalação de um piso flutuante de compensado imitando madeira. Neste orçamento, foi feito o pagamento de materiais e mão de obra. É mais uma maquiagem do local, pois obra mesmo do tipo estrutural, ou alterações não ocorreu.”

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Ela ressaltou que outros elementos, como mobílias, foram custeados por patrocinadores.

“No final, prestei contas e gerei o recibo de pagamento, como todo profissional faz. O resto de materiais, como mobílias, móveis, painéis, plantas e placas da logo deles, foi de patrocinadores de outras empresas, que foram passadas para mim e eu só defini o tipo, cor e tamanho. A tratativa ou acordos não foram comigo. Só defini, mediante catálogos, o que ficava bom lá dentro.”

Ao ser questionado pela PF, Luís Felipe afirmou que, desde 2016, “já patrocinou diversos atletas e atividades nessa área (esportiva)”, pois possui uma empresa que atua no setor. “O fato de ser filho do presidente da República é irrelevante”, completou.

A PF teve acesso ao comprovante de pagamento feito à arquiteta Tânia Fernandes.

A polícia também conseguiu um áudio enviado por Luís Felipe no qual ele afirmou que não gostaria que fosse gerada uma nota fiscal de pagamento.

“Então, a nota fiscal não precisa. Porém, se ela desejar passar, pode passar, sim. Fica a critério dela. Mas não precisa. Tendo o contrato certinho, fica tudo ok”, relatou Belmonte, segundo a transcrição da PF.

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A polícia também questionou Luís Felipe se ele pediu a Jair Renan Bolsonaro para que intermediasse os seus interesses comerciais junto ao governo federal. Ele respondeu que não possui nenhum negócio que envolva o poder público e ressaltou que não houve nenhuma contrapartida ao pagamento.

Luís Felipe Belmonte também destacou que, se precisasse falar com o presidente, “trataria diretamente, não seria por intermédio do sr. Jair Renan”.

Ao ser procurado pelo Globo, o advogado Frederick Wassef, que representa Renan Bolsonaro, afirmou por meio de nota que o filho do presidente “não solicitou dinheiro a ninguém, não recebeu um único real de quem quer que seja, não recebeu carro de presente, não atuou para nenhuma empresa, não solicitou que ninguém pagasse nada a ninguém e seu nome foi usado indevidamente” e destacou que ele “não marcou reunião em nenhum ministério.”

Allan Lucena não se manifestou sobre o caso até o momento.

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Suspeito de agredir esposa e arremessar ventilador contra a vítima é preso pela Polícia Militar

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Militares localizaram envolvidos na região do Contorno Leste; mulher apresentava lesões
Suspeito de agredir esposa e arremessar ventilador contra a vítima é preso pela Polícia Militar -
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Policiais militares do 3º Batalhão prenderam em flagrante, na noite deste domingo (22.3), um homem, de 51 anos, suspeito de violência doméstica, em Cuiabá. A vítima, de 30 anos, denunciou ter sido agredida com socos e sofreu lesões, após o marido arremessar um ventilador contra ela. 

Por volta das 21 horas, as equipes foram acionadas, via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após denúncia de violência doméstica, na região do Contorno Leste. 

Assim que os militares chegaram no local da ocorrência, a vítima relatou que foi agredida com socos e que o suspeito arremessou um ventilador contra o rosto dela, após uma discussão. A mulher apresentava lesões na região da cabeça e no olho direito.

Diante das informações e acompanhados pela vítima, os policiais militares identificaram o denunciado em um bar, na região. Ao ser abordado e questionado sobre a denúncia, o homem passou apresentar resistência e a agredir os policiais militares.

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Na ocasião, foi necessário o uso de um dispositivo de menor potencial ofensivo (dispositivo taser) para conter o indivíduo. Ele foi conduzido à delegacia para registro da ocorrência. 

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