Notícia regional
Professora diz que antes de o marido dela morrer, não havia sequer exames laboratoriais na Saúde em Nova Santa Helena
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Por Joel Teixeira
A professora Eidejane Donizete, fez um desabafo nessa terça-feira(12) na página dela no Facebook, “perdi o meu marido quinta-feira dia 7 pelo motivo de dengue. Mas não foi simplesmente a dengue, semana passada eu fiquei a semana toda caminhando para aquele posto com meu marido; comecei na segunda-feira cedo. Ele estava com vômito e diarreia. No dia 1º de Janeiro ele começou a ficar ruim, foi atendido, porém o médico disse que precisava aplicar a medicação nele, soro. Mas que não tinha mangueira para aplicar um soro no paciente. Meu marido deu covid em Dezembro, mas ele já tinha sarado, já tinha recuperado e estava bem. Desde que surgiu o covid, a Saúde em geral esqueceu que existem outras doenças. Eu caminhei a semana toda para o Posto de Saúde com o meu marido, acompanhei a piora dele, o médico falou que era covid e eu falei que era dengue, mas o fato é que não foi pedido nenhum exame. Hoje eu ouvi do médico que não está sendo pedido exames laboratoriais, porque está tudo fechado que só mês quem, após fazer solicitação, após o laboratório que conseguir licitação começar a fazer exames. Quantas pessoas estão com dengue nessa cidade e não tem o laboratório para fazer exames? Quantas pessoas vão precisar morrer? Eu perdi o meu marido e a dor é muito grande”, disse.
Eidejane fala ainda, “estou aqui para denunciar, para chamar atenção hoje. Para fazer perguntas para o prefeito Paulinho, para o Secretário de Saúde, para a Assistência Social, para todos os funcionários, todos da área da Saúde; Vigilância Sanitária, Agentes de Endemias. Eu quero fazer perguntas…
O TV Notícias tenta contato com o prefeito Paulinho Bortolini e com o secretário de Saúde de Nova Santa Helena, Dieme Barbosa de Araújo, mas ainda não conseguiu falar com eles.
Link do vídeo: https://www.facebook.com/eidejane.donizete.9/videos/1042080089626979/
o desabafo de Eidejane segue por volta de 22 minutos no vídeo.
Assista ao vídeo abaixo:
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Freixo diz que é preciso investigar desdobramentos do caso Marielle
Apesar de diversas tentativas de obstrução, a investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, foi séria, correta e chega a um lugar importante. Mas ainda é preciso investigar o que se descobriu a partir do assassinato. A avaliação é do presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e ex-deputado federal Marcelo Freixo, que tinha estreita ligação com Marielle, que foi sua assessora por dez anos.
Freixo é o entrevistado desta terça-feira (11) do programa DR com Demori, que vai ao ar às 23h, na TV Brasil. No programa, o jornalista Leandro Demori também conversa com Freixo sobre a atuação das milícias no Rio de Janeiro.
Para Freixo, o assassinato de Marielle “destampa um bueiro” muito grave da segurança pública do Rio. “Aquilo que é desnudado no caso Marielle, independentemente do mandante, da motivação, tem que ser investigado, não na mesma apuração. Mas o Brasil não pode achar que tudo o que se revelou durante o caso Marielle está resolvido”, acrescenta, destacando que o assassinato da vereadora foi um crime contra a democracia.
Para ele, a investigação foi carregada de problemas, com cinco delegados em cinco anos. “Quando os delegados começavam a se aproximar de algum lugar mais estratégico, eram trocados. Então, estava na cara que tinha uma obstrução política para não deixar chegar”. Na avaliação de Freixo, quando a Polícia Federal entrou na investigação, os resultados começaram a aparecer. “Mas eles tinham cinco anos de destruição de provas por quem sabe destruir provas”, completa.
Milícias
Na entrevista, Freixo também comparou as milícias que atuam no Rio de Janeiro com a máfia, especialmente a italiana, pois elas têm origem no poder. “A milícia nasce no palácio, ela nasce como projeto de poder. É quando o crime tem um projeto de poder e utiliza a policia para um fim político de uma elite corrupta. Por isso que o problema da milícia não é só da polícia, é da política”, diz Freixo, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando era deputado estadual.
O relatório da comissão foi apresentado por Freixo em diversos países, em busca de apoio para o cumprimento das medidas. “Na Alemanha, por exemplo, tive muita dificuldade de que o Parlamento entendesse o que era a CPI, porque eles não conseguiam compreender o que era um estado leiloado. O último país que visitei foi a Itália. Lá eu começava a falar e eles rapidamente entendiam como funciona, porque havia uma semelhança muito clara entre o que a Itália tinha vivido com o crime e o que a gente estava vivendo”, disse.
Sobre o programa
O programa Dando a Real com Leandro Demori, ou “DR com Demori”, traz personalidades para uma conversa mais íntima e direta, na TV Brasil. Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, a deputada federal Erika Hilton, a cantora Zélia Duncan e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.
“Agência Brasil”

