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Bebê é esquartejado e enterrado em quintal de casa em MT

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Por Fernanda Renate 

equipe de investigação de homicídios da Polícia Civil realiza diligências na tarde de ontem segunda-feira (17), para tentar localizar os pais de um bebê, cujo corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma residência no bairro Benjamin Raiser, em Sorriso. O corpo era de um bebê de aproximadamente 4 meses do sexo masculino.

Segundo um perito que acompanhou a ocorrência, o corpo estava desmembrado, com os braços arrancados a partir do cotovelo e as pernas cortadas na altura do joelho, além de estar em avançado estado de decomposição. A casa foi periciada.

A suspeita é de que o bebê seja de uma ex-moradora da residência. A polícia acredita nessa possibilidade porque uma vizinha informou que ali moravam duas amigas e que uma delas tinha um recém-nascido.

O corpo foi encontrado por uma cadela pitbull, nos fundos da casa. Uma vizinha presenciou a cena e acionou a polícia. Os militares, por sua vez, acionaram a Politec. O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame de necropsia, que vai determinar a causa da morte.

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'Estadão MT'

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Freixo diz que é preciso investigar desdobramentos do caso Marielle

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Apesar de diversas tentativas de obstrução, a investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, foi séria, correta e chega a um lugar importante. Mas ainda é preciso investigar o que se descobriu a partir do assassinato. A avaliação é do presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e ex-deputado federal Marcelo Freixo, que tinha estreita ligação com Marielle, que foi sua assessora por dez anos. 

Freixo é o entrevistado desta terça-feira (11) do programa DR com Demori, que vai ao ar às 23h, na TV Brasil. No programa, o jornalista Leandro Demori também conversa com Freixo sobre a atuação das milícias no Rio de Janeiro. 

Para Freixo, o assassinato de Marielle “destampa um bueiro” muito grave da segurança pública do Rio. “Aquilo que é desnudado no caso Marielle, independentemente do mandante, da motivação, tem que ser investigado, não na mesma apuração. Mas o Brasil não pode achar que tudo o que se revelou durante o caso Marielle está resolvido”, acrescenta, destacando que o assassinato da vereadora foi um crime contra a democracia.

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Para ele, a investigação foi carregada de problemas, com cinco delegados em cinco anos. “Quando os delegados começavam a se aproximar de algum lugar mais estratégico, eram trocados. Então, estava na cara que tinha uma obstrução política para não deixar chegar”. Na avaliação de Freixo, quando a Polícia Federal entrou na investigação, os resultados começaram a aparecer. “Mas eles tinham cinco anos de destruição de provas por quem sabe destruir provas”, completa. 

Milícias 

Na entrevista, Freixo também comparou as milícias que atuam no Rio de Janeiro com a máfia, especialmente a italiana, pois elas têm origem no poder. “A milícia nasce no palácio, ela nasce como projeto de poder. É quando o crime tem um projeto de poder e utiliza a policia para um fim político de uma elite corrupta. Por isso que o problema da milícia não é só da polícia, é da política”, diz Freixo, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando era deputado estadual. 

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O relatório da comissão foi apresentado por Freixo em diversos países, em busca de apoio para o cumprimento das medidas. “Na Alemanha, por exemplo, tive muita dificuldade de que o Parlamento entendesse o que era a CPI, porque eles não conseguiam compreender o que era um estado leiloado. O último país que visitei foi a Itália. Lá eu começava a falar e eles rapidamente entendiam como funciona, porque havia uma semelhança muito clara entre o que a Itália tinha vivido com o crime e o que a gente estava vivendo”, disse. 

Sobre o programa

O programa Dando a Real com Leandro Demori, ou “DR com Demori”, traz personalidades para uma conversa mais íntima e direta, na TV Brasil. Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, a deputada federal Erika Hilton, a cantora Zélia Duncan e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.

“Agência Brasil”

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