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Programa “Condutor Ativo” permitirá que usuários fiscalizem manutenção de rodovias

O objetivo do Projeto de Lei 555/2021 do deputado estadual Dr. Gimenez é incentivar a participação dos cidadãos no acompanhamento de obras públicas.

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Por Rose Domingues

O deputado estadual Dr. Gimenez (PV) apresentou nesta semana o Projeto de Lei 555/2021 que institui o programa “Condutor Ativo” para incentivar a participação dos usuários das rodovias estaduais no fornecimento de informações direcionadas à manutenção dessas estradas.  

O programa deverá ser disponibilizado por meio de aplicativo de celular gratuito (a exemplo do MT Cidadão), página de internet, call center ou outro canal direto com o usuário, de modo que permita receber mensagens de texto, áudio, fotos e/ou vídeo referentes a situação das pistas que precisam de reparos e/ou serviços.  

Podem ser objeto de informações: obras na pista sem a devida sinalização, buracos, depressões e fissuras, árvores com risco de queda ou já caídas, presença de animais vivos ou mortos na pista, falhas na sinalização horizontal, deslizamentos, indícios de desmoronamento de pista, deslizamentos, pontes, alagamento, pista escorregadia e/ou de fácil derrapagem e placas com a visualização da sinalização.

“Nossa proposição é importante devido às deploráveis condições de trafegabilidade em que se encontram as rodovias estaduais e federais em Mato Grosso. O programa deverá ser um instrumento prático de interação com cidadão com o objetivo de dar melhores condições para o escoamento da produção agropecuária, e assim evitar prejuízos à economia, e também salvar vidas”, avalia o parlamentar.

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Dados do Observatório de Segurança Pública apontam que as mortes causadas em acidentes de trânsito aumentaram 25% no ano passado em comparação a 2019. Foram registrados 6.578 acidentes, em 2020, que resultaram em 629 óbitos e 5.949 lesões corporais. Já o número de acidentes teve redução de 8,1% no mesmo período; em 2019, houve 7.164 acidentes de trânsito, dos quais 503 fatais.

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Cotidiano

Thiaguinho fatura R$ 2 bilhões por ano ao expandir negócios

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Por Recca Silva

“O voo do Thiago atrasou. Ele vai precisar pegar a estrada, vamos entrar por telefone mesmo”, avisou Paulo, o assessor. Naquele momento, a mensagem só me pareceu o aviso de um imprevisto, algo até comum em entrevistas. A videoconferência combinada virou uma ligação telefônica turbulenta, de sinal oscilante – ele viajava de Ponta Porã a Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para embarcar para São Paulo. Mas serviu para entender o comprometimento de Thiago com a agenda, mesmo com os obstáculos que surgiram pelo caminho, incluindo um bloqueio policial na rodovia.

Na infância, ele dava sinais de algo que ficou claro durante a entrevista: parceria é a palavra-chave do seu dicionário. Ela permeia tudo o que ele cria, seja na música, seja nos negócios ou na vida pessoal. Tal comportamento não surgiu depois da fama. Quem relembra a história dos tempos em que Thiago era criança e adolescente em Ponta Porã é o pai. “Ele sempre foi eleito o melhor companheiro e amigo da sala. Desde criancinha sabe agregar, tem um comportamento de conciliação e tranquilidade”, relata João.

Em 2002, aos 18 anos, tentou a sorte ao participar do reality show musical “Fama”, da Rede Globo. Foi o quarto eliminado, mas o programa o colocou nos trilhos rumo à cidade grande. Já no ano seguinte, ao lado de Péricles, assumiu os vocais do Exaltasamba. No grupo, ele conquistou o coração do público, ganhando o Grammy Latino em 2011. Um pouco antes teve início o lado Thiago S/A. Em 2009, ele criou a Paz & Bem, editora que se tornou a responsável pela administração de suas canções e obras. Abriu a empresa com o sócio e amigo de longa data Bruno Azevedo. Quando o Exaltasamba anunciou seu fim, em 2011, Thiaguinho já estava com o caminho pavimentado para começar a brilhar em carreira solo.

Na evolução do mercado da música e do entretenimento, impulsionada pela internet e pelo declínio de velhas instituições, os artistas entenderam que podiam – e deveriam – assumir o papel de gestores de suas próprias carreiras. Na virada de 2015 para 2016, ele rompeu com o escritório do qual fazia parte e a Paz & Bem ganhou um novo braço, passando a gerir a carreira dele. “Eu era muito novo na época do grupo, não tinha o conhecimento de tudo o que acontecia no mercado da música e até hoje busco conhecimento, porque é um universo muito amplo. [Cuidar da própria carreira] foi uma ótima oportunidade para crescer enquanto artista em todos os sentidos. Não só musicalmente, mas também como gestor – e entender tudo o que envolve uma carreira”, explica Thiago.

A Paz & Bem conta com 210 funcionários com carteira assinada e não encerrou nenhum contrato durante a pandemia, mantendo o pagamento do salário de todos. O Thiago gestor tem plena consciência do seu papel como provedor para inúmeras famílias – a projeção é de impacto indireto em cerca de 4 mil pessoas. “Sempre fomos muito organizados financeiramente, sempre tivemos preocupação com o caixa para que pudesse dar segurança caso acontecesse alguma coisa comigo. Conseguimos não mandar ninguém embora na nossa equipe, e isso me deixa muito feliz. Valorizo muito a galera que me ajuda a ser quem eu sou e poder fazer o que amo.”

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Afastado dos palcos e das plateias por causa da pandemia, o artista teve mais tempo para focar no lado empresário, com mais braços sendo adicionados à empresa e novas oportunidades de negócios surgindo no horizonte.

“A Paz & Bem começou a se tornar uma empresa guarda-chuva, construindo relacionamentos para trazer sociedades importantes tanto para a empresa quanto para fortalecer a imagem do Thiago como artista. Diversificamos a atuação em vários setores e iniciamos participação em outros negócios”, explica o sócio Bruno Azevedo. “Não domino todos os assuntos da minha carreira e preciso de pessoas em quem confio para me ajudar a ter a tranquilidade de exercer a minha maior função que é cantar, compor e fazer shows”, acrescenta o artista.

Ainda que a música ocupe a maior parte do faturamento de R$ 2 bilhões ao ano da empresa, a publicidade também traz cifras expressivas para a receita. Durante a pandemia, Thiago fechou contrato com a Reebok para se tornar embaixador da marca esportiva, com a criação de uma linha exclusiva de produtos. Entre as marcas com que mantém parceria estão Colgate, Nivea Men, Red Bull e XP Investimentos. A maioria dos contratos que o artista fecha com outras empresas é de licenciamento, em que ele entra como marca também – e não apenas como um garoto-propaganda –, trazendo ideias para os produtos. “Fico feliz por representar marcas porque é uma responsabilidade grande. Apostam na sua imagem e em tudo o que envolve a sua carreira. Tem a ver com sua conduta e sua credibilidade”, pontua.

Em seu Instagram, ele criou o quadro “E aí, até quando?”, em que compartilha com os 9 milhões de seguidores casos de racismo acontecidos no país. As publicações são parte da iniciativa do artista de olhar ao redor e ajudar a sociedade de alguma maneira. “Não é nem uma questão de posicionamento, é vivência. Acho importante mostrar e falar para combater algo que considero um dos maiores problemas do nosso país. Vejo isso acontecer com a família e amigos, além de sentir na pele. Quero fazer de tudo para que as próximas gerações sintam menos do que eu.”

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Filho de professores e com origem humilde, Thiago afirma que ainda está se acostumando com a ideia de ser visto como referência para pessoas mais jovens, que sonham em conquistar o que ele conseguiu. Pedindo perdão sobre o uso da terceira pessoa para falar de si mesmo, ele reflete: “A cada dia que passa, o Thiago – junto com o Thiaguinho, que é quem possibilita levar os sonhos dele adiante – pensa mais no outro. Não sei tudo sobre a vida, mas me sinto cada vez mais olhando para o lado e tentando ajudar as pessoas da minha maneira”. Recentemente, ele lançou o projeto Junthos pela Arte, um fundo para captar recursos para ajudar outros artistas que vivem exclusivamente de cultura e estão passando dificuldades durante a pandemia. Em um mês, foram arrecadados R$ 54 milhões, que serão distribuídos para ONGs e projetos sociais.

“Forbes”

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