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Saber lidar com imprevistos é uma característica importante para ser um empreendedor de sucesso

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Escassez de matéria-prima, afastamento de um colaborador por acidente, mercadoria extraviada e até uma pandemia – quem diria? – são apenas alguns dos inúmeros imprevistos que empreendedores e empresários em todo o mundo podem enfrentar em algum momento. As incertezas são eternas companheiras na trajetória empreendedora e você já deve ter notado que é praticamente impossível programar um caminho perfeito, cobrindo todas as variáveis possíveis. Mas calma, não quero assustar e nem deixar aqui uma mensagem de pessimismo. Pelo contrário, o objetivo aqui é, justamente, ajudar a enfrentar esses desafios, quando eles surgirem!

Primeiro, é importante ter em mente que saber lidar com imprevistos é uma característica importante para ser um empreendedor de sucesso. Também é interessante entender que há formas de minimizar a ocorrência de algumas situações imprevistas. O planejamento empresarial é um dos caminhos para isso. Ao estipular objetivos, traçar metas e estabelecer estratégias para alcançá-las, conseguimos avaliar e até prever quais podem ser os obstáculos que surgirão no percurso. Embora alguns sejam bastante imprevisíveis, caso da pandemia que o mundo está vivendo. Outro exercício interessante é traçar cenários e pensar nos imprevistos que podem aparecer.

Avalio que outro passo válido é ter um Plano de Continuidade de Negócios. O conteúdo e os componentes de um plano como esse vão variar de uma empresa para outra e podem ter níveis de detalhamento de acordo com a complexidade técnica e cultura de cada negócio. Oriento que todos os departamentos da companhia sejam avaliados e “cobertos” com medidas preventivas.

Para isso, é importante avaliar os pontos fortes e fracos da empresa e, com base nessa análise, estabelecer os riscos possíveis. Depois, é hora de avaliar de que maneira essas ameaças podem impactar a empresa e, por fim, estabelecer um planejamento estratégico com orientações sobre as medidas que precisam ser adotadas para a retomada das operações. Também é válido ter um Plano de Contingência previamente estabelecido. Ele será utilizado caso todas as medidas preventivas falhem.

Ter todos esses cenários traçados e pensar nas consequências obviamente não vão, por si só, livrar as empresas ou fazer com que elas passem ilesas por imprevistos e até por crises. Porém, podem ajudar a minimizar os impactos para o negócio. Nenhum de nós jamais imaginou passar por um longo período de incertezas, tanto tempo com nossas empresas de portas fechadas, com limitação da nossa circulação pelas cidades, encarar falta de matéria-prima em uma série de setores e precisar de autorização para que apenas o essencial funcione. Não imaginar um cenário como esses, no entanto, não impediu que essa se tornasse uma realidade no mundo inteiro. Agora que já temos essa experiência, podemos encarar os imprevistos com mais sabedoria, jogo de cintura e resiliência.

*Haroldo Matsumoto é especialista em gestão de negócios e sócio-diretor da Prosphera Educação Corporativa, consultoria multidisciplinar com atuação entre empresas de diversos portes e setores da economia.

“Consumidor Moderno”

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Cotidiano

Thiaguinho fatura R$ 2 bilhões por ano ao expandir negócios

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Por Recca Silva

“O voo do Thiago atrasou. Ele vai precisar pegar a estrada, vamos entrar por telefone mesmo”, avisou Paulo, o assessor. Naquele momento, a mensagem só me pareceu o aviso de um imprevisto, algo até comum em entrevistas. A videoconferência combinada virou uma ligação telefônica turbulenta, de sinal oscilante – ele viajava de Ponta Porã a Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para embarcar para São Paulo. Mas serviu para entender o comprometimento de Thiago com a agenda, mesmo com os obstáculos que surgiram pelo caminho, incluindo um bloqueio policial na rodovia.

Na infância, ele dava sinais de algo que ficou claro durante a entrevista: parceria é a palavra-chave do seu dicionário. Ela permeia tudo o que ele cria, seja na música, seja nos negócios ou na vida pessoal. Tal comportamento não surgiu depois da fama. Quem relembra a história dos tempos em que Thiago era criança e adolescente em Ponta Porã é o pai. “Ele sempre foi eleito o melhor companheiro e amigo da sala. Desde criancinha sabe agregar, tem um comportamento de conciliação e tranquilidade”, relata João.

Em 2002, aos 18 anos, tentou a sorte ao participar do reality show musical “Fama”, da Rede Globo. Foi o quarto eliminado, mas o programa o colocou nos trilhos rumo à cidade grande. Já no ano seguinte, ao lado de Péricles, assumiu os vocais do Exaltasamba. No grupo, ele conquistou o coração do público, ganhando o Grammy Latino em 2011. Um pouco antes teve início o lado Thiago S/A. Em 2009, ele criou a Paz & Bem, editora que se tornou a responsável pela administração de suas canções e obras. Abriu a empresa com o sócio e amigo de longa data Bruno Azevedo. Quando o Exaltasamba anunciou seu fim, em 2011, Thiaguinho já estava com o caminho pavimentado para começar a brilhar em carreira solo.

Na evolução do mercado da música e do entretenimento, impulsionada pela internet e pelo declínio de velhas instituições, os artistas entenderam que podiam – e deveriam – assumir o papel de gestores de suas próprias carreiras. Na virada de 2015 para 2016, ele rompeu com o escritório do qual fazia parte e a Paz & Bem ganhou um novo braço, passando a gerir a carreira dele. “Eu era muito novo na época do grupo, não tinha o conhecimento de tudo o que acontecia no mercado da música e até hoje busco conhecimento, porque é um universo muito amplo. [Cuidar da própria carreira] foi uma ótima oportunidade para crescer enquanto artista em todos os sentidos. Não só musicalmente, mas também como gestor – e entender tudo o que envolve uma carreira”, explica Thiago.

A Paz & Bem conta com 210 funcionários com carteira assinada e não encerrou nenhum contrato durante a pandemia, mantendo o pagamento do salário de todos. O Thiago gestor tem plena consciência do seu papel como provedor para inúmeras famílias – a projeção é de impacto indireto em cerca de 4 mil pessoas. “Sempre fomos muito organizados financeiramente, sempre tivemos preocupação com o caixa para que pudesse dar segurança caso acontecesse alguma coisa comigo. Conseguimos não mandar ninguém embora na nossa equipe, e isso me deixa muito feliz. Valorizo muito a galera que me ajuda a ser quem eu sou e poder fazer o que amo.”

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Afastado dos palcos e das plateias por causa da pandemia, o artista teve mais tempo para focar no lado empresário, com mais braços sendo adicionados à empresa e novas oportunidades de negócios surgindo no horizonte.

“A Paz & Bem começou a se tornar uma empresa guarda-chuva, construindo relacionamentos para trazer sociedades importantes tanto para a empresa quanto para fortalecer a imagem do Thiago como artista. Diversificamos a atuação em vários setores e iniciamos participação em outros negócios”, explica o sócio Bruno Azevedo. “Não domino todos os assuntos da minha carreira e preciso de pessoas em quem confio para me ajudar a ter a tranquilidade de exercer a minha maior função que é cantar, compor e fazer shows”, acrescenta o artista.

Ainda que a música ocupe a maior parte do faturamento de R$ 2 bilhões ao ano da empresa, a publicidade também traz cifras expressivas para a receita. Durante a pandemia, Thiago fechou contrato com a Reebok para se tornar embaixador da marca esportiva, com a criação de uma linha exclusiva de produtos. Entre as marcas com que mantém parceria estão Colgate, Nivea Men, Red Bull e XP Investimentos. A maioria dos contratos que o artista fecha com outras empresas é de licenciamento, em que ele entra como marca também – e não apenas como um garoto-propaganda –, trazendo ideias para os produtos. “Fico feliz por representar marcas porque é uma responsabilidade grande. Apostam na sua imagem e em tudo o que envolve a sua carreira. Tem a ver com sua conduta e sua credibilidade”, pontua.

Em seu Instagram, ele criou o quadro “E aí, até quando?”, em que compartilha com os 9 milhões de seguidores casos de racismo acontecidos no país. As publicações são parte da iniciativa do artista de olhar ao redor e ajudar a sociedade de alguma maneira. “Não é nem uma questão de posicionamento, é vivência. Acho importante mostrar e falar para combater algo que considero um dos maiores problemas do nosso país. Vejo isso acontecer com a família e amigos, além de sentir na pele. Quero fazer de tudo para que as próximas gerações sintam menos do que eu.”

Filho de professores e com origem humilde, Thiago afirma que ainda está se acostumando com a ideia de ser visto como referência para pessoas mais jovens, que sonham em conquistar o que ele conseguiu. Pedindo perdão sobre o uso da terceira pessoa para falar de si mesmo, ele reflete: “A cada dia que passa, o Thiago – junto com o Thiaguinho, que é quem possibilita levar os sonhos dele adiante – pensa mais no outro. Não sei tudo sobre a vida, mas me sinto cada vez mais olhando para o lado e tentando ajudar as pessoas da minha maneira”. Recentemente, ele lançou o projeto Junthos pela Arte, um fundo para captar recursos para ajudar outros artistas que vivem exclusivamente de cultura e estão passando dificuldades durante a pandemia. Em um mês, foram arrecadados R$ 54 milhões, que serão distribuídos para ONGs e projetos sociais.

“Forbes”

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