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Moradores estão sendo retirados da área

La Palma: lava aumenta e especialistas temem abertura de nova boca

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Meio Ambiente

Por RTP

Os escoamentos de lava do Vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, atingiram nas últimas horas picos de alta velocidade. O Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias descreve-os como um “tsunami de lava”. Os sismos também aumentaram, tendo sido registrado um terremoto de 4,5 em La Palma, o maior até agora. Os especialistas temem a abertura de uma nova boca eruptiva.

Segundo o Instituto Geográfico Nacional espanhol (IGN), a atividade sísmica aumentou nas últimas horas na ilha, depois de, na quarta-feira (13) ter diminuído ligeiramente.

Só nesta sexta-feira, a ilha já sofreu mais de 20 terremotos, incluindo um de magnitude 4,5, o maior sentido até agora desde que começou a erupção do vulcão, há 26 dias. Um tremor da mesma magnitude já tinha sido sentido nessa quinta-feira, dia em que foram registrados 60 sismos no total.

No início da tarde de ontem (15), a lava transbordou do cone principal do vulcão, formando um rio de lava que atingiu picos de grande velocidade, colocando novos bairros em perigo. Em publicação no Twitter, o Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias mostra a velocidade do rio de lava, que descreve como “tsunami de lava”.

Os especialistas mostram-se também preocupados com a deformação no terreno nas regiões de Jedey e Las Manchas, situadas mais ao sul do ponto eruptivo atual, que poderá indicar a hipótese de abertura de nova boca eruptiva.

As protuberâncias no terreno chegam aos cinco centímetros nessas áreas, o que indica que o magma está a subir e a pressionar as camadas superiores, segundo explica o jornal Levante. Os responsáveis pelo Plano de Proteção Especial Civil e Pronto Atendimento de Risco Vulcânico (Pevolca) acreditam que ainda é cedo para confirmar se essa pressão no subsolo pode culminar na formação de nova boca eruptiva e de novo vulcão próximo ao Cumbre Vieja.

Por enquanto, as autoridades iniciaram a retirada das pessoas que trabalham na área, para evitar situações de risco no caso de uma nova fenda se abrir repentinamente.

As autoridades determinaram ontem a retirada dos moradores de um novo bairro no município de Los Llanos de Aridane, na ilha de La Palma, devido ao avanço do último fluxo de lava gerado pela erupção do Cumbre Vieja.

Segundo fonte do governo regional das Canárias citada pela agência espanhola Efe, estima-se que essa nova retirada afete cerca de 15 moradores do local. Esta é a segunda evacuação em apenas 24 horas pelo avanço do novo deslizamento de terra que se formou, nos últimos, dias ao norte do principal, depois de cerca de 800 residentes do bairro de La Laguna terem sido orientados a abandonar suas casas na terça-feira (12) à tarde.

“Estamos, com toda a certeza, perante o vulcão mais grave que a Europa sofreu nos últimos 100 anos”, declarou o presidente das Canárias, Ángel Víctor Torres. “A única boa notícia é que até hoje não temos a lamentar danos pessoais”, acrescentou.

Os indicadores monitorados por cientistas no vulcão de La Palma, especialmente as de emissões de dióxido de enxofre, sugerem que o fim da erupção não vai acontecer a curto ou médio prazo, segundo a porta-voz do comitê científico do Pevolca.

A lava ocupa já área de quase 700 hectares e destruiu mais de 1,5 mil edifícios na ilha.

´´EBC“

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Meio Ambiente

Futuro da energia: preservar nascentes para aumentar reservatórios

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Por Maurício de Almeida

No meio de uma região quente e seca em pleno sertão nordestino, surge uma espécie de oásis. A água cristalina que está brotando na Caatinga não é uma miragem, mas sim o resultado do reflorestamento realizado em uma das nascentes do Rio São Francisco na comunidade rural de Brejo da Brásida, no município baiano de Sento Sé.

Uma equipe formada por moradores da região cuidam de 26 nascentes. Tudo começa com a retirada das pedras, da areia e da terra que fizeram a nascente secar. Depois, mudas de árvores da Caatinga são plantadas e o local é cercado para evitar que animais comam a vegetação. Com o terreno preparado a água que está no subsolo começa a brotar na superfície. 

O reflorestamento no Brejo da Brásida faz parte do projeto Águas Brasileiras, que é realizado por meio de uma parceria de cinco ministérios. “O programa é realizado com as parcerias firmadas entre o Governo Federal, a iniciativa privada e as associações de moradores. A ideia é unir forças para recuperar as nascentes e ajudar a aumentar o volume de água dos rios”, explica a secretária de Fomento e Parcerias com o Setor Privado do Ministério de Desenvolvimento Regional, Verônica Sanchez .

barragem de Sobradinho

A coordenadora da associação de moradores de Brejo da Brásida, Mariluze Amaral, diz que o investimento nas nascentes é fundamental para evitar um colapso no sistema hídrico do país. “O programa Águas Brasileiras vem abrir esse portal fechado, escondido, porque de agora em diante as pessoas vão saber que é possível recuperar nascentes e que o governo brasileiro tá pensando nisso. E isso é muito bom”. 

A preservação das nascentes melhora a qualidade de vida de quem mora em regiões secas e também ajuda a aumentar o volume de água dos rios. Um trabalho essencial principalmente numa época de pouca chuva. No caso do São Francisco, a água que fica armazenada na barragem de Sobradinho, no extremo norte da Bahia, que é o maior reservatório do país. Ele é utilizado para abastecer seis hidrelétricas que geram energia para todo o país. Sem o cuidado com as nascentes, o reservatório, que atualmente que está abaixo da metade, ficaria com um nível de água ainda menor.

Sul

A preocupação com qualidade das nascentes também está presente no Sul do país. Os técnicos da usina de Itaipu sabem que para gerar energia é preciso cuidar da matéria-prima fundamental, que é a água por isso diversos projetos são desenvolvidos para preservar os recursos hídricos da bacia do Paraná, que abastece o reservatório da usina. 

Um cinturão verde com 24 milhões de árvores foi plantado ao redor do reservatório que tem margens em 15 municípios do Paraná e um do Mato Grosso do Sul. Este trabalho só foi possível com a parceria dos fazendeiros que cederam parte das propriedades. 

O agricultor Milton Dillmann inicialmente não queria reflorestar uma área de lavoura, mas depois chegou a conclusão de que contribuir para a preservação da água era fundamental. “Eu entendi que preservando as nascentes todos nós ganhamos e ainda ajudamos a aumentar o volume de água do reservatório de Itaipu”.

´´EBC“

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