Projetos de reflorestamento ajudam a aumentar volume dos rios

Futuro da energia: preservar nascentes para aumentar reservatórios

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Meio Ambiente

Por Maurício de Almeida

No meio de uma região quente e seca em pleno sertão nordestino, surge uma espécie de oásis. A água cristalina que está brotando na Caatinga não é uma miragem, mas sim o resultado do reflorestamento realizado em uma das nascentes do Rio São Francisco na comunidade rural de Brejo da Brásida, no município baiano de Sento Sé.

Uma equipe formada por moradores da região cuidam de 26 nascentes. Tudo começa com a retirada das pedras, da areia e da terra que fizeram a nascente secar. Depois, mudas de árvores da Caatinga são plantadas e o local é cercado para evitar que animais comam a vegetação. Com o terreno preparado a água que está no subsolo começa a brotar na superfície. 

O reflorestamento no Brejo da Brásida faz parte do projeto Águas Brasileiras, que é realizado por meio de uma parceria de cinco ministérios. “O programa é realizado com as parcerias firmadas entre o Governo Federal, a iniciativa privada e as associações de moradores. A ideia é unir forças para recuperar as nascentes e ajudar a aumentar o volume de água dos rios”, explica a secretária de Fomento e Parcerias com o Setor Privado do Ministério de Desenvolvimento Regional, Verônica Sanchez .

barragem de Sobradinho

A coordenadora da associação de moradores de Brejo da Brásida, Mariluze Amaral, diz que o investimento nas nascentes é fundamental para evitar um colapso no sistema hídrico do país. “O programa Águas Brasileiras vem abrir esse portal fechado, escondido, porque de agora em diante as pessoas vão saber que é possível recuperar nascentes e que o governo brasileiro tá pensando nisso. E isso é muito bom”. 

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A preservação das nascentes melhora a qualidade de vida de quem mora em regiões secas e também ajuda a aumentar o volume de água dos rios. Um trabalho essencial principalmente numa época de pouca chuva. No caso do São Francisco, a água que fica armazenada na barragem de Sobradinho, no extremo norte da Bahia, que é o maior reservatório do país. Ele é utilizado para abastecer seis hidrelétricas que geram energia para todo o país. Sem o cuidado com as nascentes, o reservatório, que atualmente que está abaixo da metade, ficaria com um nível de água ainda menor.

Sul

A preocupação com qualidade das nascentes também está presente no Sul do país. Os técnicos da usina de Itaipu sabem que para gerar energia é preciso cuidar da matéria-prima fundamental, que é a água por isso diversos projetos são desenvolvidos para preservar os recursos hídricos da bacia do Paraná, que abastece o reservatório da usina. 

Um cinturão verde com 24 milhões de árvores foi plantado ao redor do reservatório que tem margens em 15 municípios do Paraná e um do Mato Grosso do Sul. Este trabalho só foi possível com a parceria dos fazendeiros que cederam parte das propriedades. 

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O agricultor Milton Dillmann inicialmente não queria reflorestar uma área de lavoura, mas depois chegou a conclusão de que contribuir para a preservação da água era fundamental. “Eu entendi que preservando as nascentes todos nós ganhamos e ainda ajudamos a aumentar o volume de água do reservatório de Itaipu”.

´´EBC“

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Meio Ambiente

Quente? Onda de calor não vai embora tão cedo, diz previsão

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Nesta época do ano, o calor costuma ser menos intenso devido à menor incidência de radiação solar e aos dias mais curtos

Por Gabriel Azevedo 

Desde o último dia 22 de abril, o Brasil enfrenta uma onda de calor fora do comum, e as previsões indicam que essa condição se estenderá até pelo menos o dia 10 de maio de 2024.

  • Impactos

No sábado, Cuiabá, no Mato Grosso, registrou uma temperatura impressionante de 37,2°C.

Já no Rio de Janeiro, Jacarepaguá marcou 36°C e Diamante do Norte, no Paraná, alcançou 35,3°C, segundo dados do Inmet.

No domingo, a situação se repetiu, com o Rio de Janeiro novamente liderando o ranking das temperaturas mais altas do país, com diversas regiões superando os 38°C.

Calor

Essa é a quarta onda de calor a atingir o Brasil recentemente e ela promete se intensificar ainda mais, persistindo até o dia 10 de maio.

O sistema de alta pressão em médios níveis da atmosfera continua bloqueando o avanço das chuvas sobre as áreas afetadas, além de intensificar a circulação do ar, o que impede a formação de nuvens de chuva intensas e eleva ainda mais as temperaturas.

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Nesta época do ano, o calor costuma ser menos intenso devido à menor incidência de radiação solar e aos dias mais curtos.

No entanto, essa onda de calor está trazendo temperaturas típicas de verão para o outono brasileiro, desafiando as expectativas climatológicas usuais para o mês de maio.

Recomendações

O Inmet alerta para os riscos à saúde que a onda de calor pode causar, como desidratação, exaustão e insolação.

  • Beber bastante água ao longo do dia, mesmo que não sinta sede
  • Evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia (entre 10h e 16h)
  • Usar roupas leves e frescas de cores claras
  • Manter as casas ventiladas
  • Cuidar dos idosos, crianças e pessoas com problemas de saúde, que são os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor

“Canalrural”

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