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Ciclone mata ao menos 31 pessoas no Rio Grande do Sul em pior tragédia climática do Estado

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Os fortes temporais causados por um ciclone extratropical que chegou na segunda-feira ao Rio Grande do Sul provocaram a morte de pelo menos 31 pessoas e deixaram milhares de desabrigados e desalojados em cidades que tiveram ruas transformadas em rios, na pior tragédia climática do Estado, disse nesta quarta-feira o governador Eduardo Leite (PSDB).

Em entrevista a jornalistas em Lajeado, onde vistoriou os danos provocados pela tragédia, Leite confirmou mais quatro mortes além das 27 que haviam sido relatadas pela Defesa Civil gaúcha no início da manhã desta quarta.

“Infelizmente eu acabo de receber a confirmação de mais quatro óbitos. Um em Estrela e um em Lajeado e mais dois óbitos confirmados em Roca Sales. Eles se somam aos óbitos que já havíamos confirmado antes, totalizando 31 óbitos”, disse.

O número de mortos pelos temporais ainda pode aumentar nas próximas horas, enquanto os trabalhos de resgate continuam, e Leite manifestou preocupação com a previsão de mais chuvas para o Estado ainda nesta quarta e na quinta-feira.

“Agora o foco é resgatar as pessoas, há muitas famílias ainda sobre telhados de casas. Depois de ter atingido o Vale do Taquari, nos municípios de Muçum, Roca Sales, Encantado, Lajeado que foram especialmente atingidos e onde a gente teve um volume de mortes já confirmadas que é a maior já registrada em um evento climático no Estado do Rio Grande do Sul”, disse Leite mais cedo em entrevista à GloboNews.

O governador falava no aeroporto de Caxias do Sul, onde recebeu uma comitiva do governo federal encabeçada pelo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, que é gaúcho, e pelo ministro da Integração Nacional, Waldez Góes, a quem a Defesa Civil nacional está subordinada.

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Góes garantiu, também em entrevista à emissora, que não faltarão recursos federais ao Estado e aos municípios atingidos e que solicitou ao ministro da Defesa, José Múcio, o envio de aeronaves adicionais à região para colaborar nos trabalhos de resgate.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em publicação na plataforma X, anteriormente conhecida como Twitter, que conversou com Leite e colocou o governo federal à disposição dos gaúchos. Lula, que na quinta-feira participará do desfile de 7 de Setembro em Brasília e na sequência embarcará para a Índia, onde participará da reunião de cúpula do G20, disse que Múcio e o vice-presidente Geraldo Alckmin ficarão de prontidão para atender eventuais necessidades do Estado.

Na entrevista à GloboNews, Leite disse ainda ser cedo para falar sobre os trabalhos de reconstrução das áreas devastadas pelas chuvas, apontando que os esforços agora se concentram nos trabalhos de resgate e manifestando preocupação com mais chuvas pela frente.

“A preocupação agora é que o tempo firmou, mas a previsão para a partir do fim do dia, a partir de amanhã, quinta-feira, é voltarmos a ter chuvas aqui no Estado, que vão começar pela região sul, mas que vão atingir também a região norte, onde os corpos hídricos dessas bacias hidrográficos já estão saturados”, afirmou.

“O solo já está encharcado, os rios já estão cheios, então qualquer volume de chuva que venha pela frente pode gerar novo comprometimento.”

Além das vítimas no Rio Grande do Sul, uma pessoa também morreu em Santa Catarina quando uma árvore caiu sobre o carro em que estava no município de Jupiá. As rajadas de vento no Estado passaram de 110km/h em decorrência do ciclone.

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De acordo com a Defesa Civil gaúcha, 67 municípios do Estado foram atingidos pelos temporais causados pelo ciclone e mais de 50 mil pessoas foram afetadas pela tragédia.

Em junho, 16 pessoas morreram no Rio Grande do Sul também em decorrência da passagem de um ciclone extratropical pelo Estado. Já no início do ano, o Estado enfrentou uma das secas mais severas de sua história, que atingiu centenas de municípios gaúchos.

Em sua live semanal nas redes sociais na terça-feira, Lula disse que a catástrofe é um “alerta” sobre os efeitos da mudança do clima. “O que está acontecendo, na verdade, é um alerta para que a humanidade se dê conta de que essa questão do clima não é uma questão menor… O planeta está sofrendo as consequências da irresponsabilidade do ser humano”, disse.

“Reuters”

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Número de mortes por intoxicação por metanol em São Paulo sobe para cinco

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A Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos

Garrafas apreendidas durante fiscalização em bar na Mooca, zona leste de São Paulo, nesta segunda (29)Autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas

O estado de São Paulo registrou um aumento no número de mortes por intoxicação por metanol, que agora chega a cinco. Os incidentes ocorreram tanto na capital quanto na região metropolitana. Até o momento, foram contabilizados 22 casos de intoxicação, sendo sete confirmados e 15 ainda em fase de investigação.

Em resposta à situação, as autoridades decidiram interditar cautelarmente todos os estabelecimentos que apresentem indícios de comercialização de bebidas adulteradas. Especialistas alertam que a contaminação por metanol geralmente está associada à falsificação de produtos, uma vez que a substância não altera o sabor ou o aroma, sendo identificável apenas em análises laboratoriais.Ainda não se sabe a origem do metanol ou como as garrafas foram contaminadas.

Polícia Civil está conduzindo investigações em bares e adegas que levantam suspeitas. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal também está envolvida na apuração dos casos de intoxicação por metanol. Um inquérito foi aberto para investigar a origem da substância e verificar se houve distribuição em outros estados

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