MATO GROSSO
Mobilização faz parte do movimento nacional contra a PEC da Reforma Administrativa
MATO GROSSO
Algumas escolas da rede pública de Mato Grosso não devem funcionar nesta quarta-feira (18), devido à mobilização de trabalhadores de várias categorias profissionais em todo o país contra a PEC 32, da Reforma Administrativa. A informação foi confirmada por Valdeir Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), na manhã desta terça (17).
Apesar de se tratar de um movimento nacional contra políticas públicas federais, o Sintep pretende incluir pautas locais para angariar reforços à manifestação.
“É uma paralisação nacional e a adesão chegou ao Sintep-MT. Boa parte das escolas não vão funcionar amanhã. Na pauta [nacional], colocamos o desmonte do governador Mauro Mendes [DEM] no último episódio com os nossos aposentados, a desvalorização do funcionalismo e o descontentamento da reabertura das escolas sem diálogo com a classe”, disse Valdeir, durante audiência pública na Assembleia Legislativa.
Secretário de Estado de Educação (Seduc-MT), Alan porto negou qualquer tipo de paralisação. “As nossas atividades irão funcionar normalmente. Não haverá paralisação, as escolas irão abrir”, garantiu.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20 altera dispositivos sobre servidores e empregados públicos e modifica a organização da administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Chamada pelo governo de PEC da Nova Administração Pública, a proposta altera 27 trechos da Constituição e introduz 87 novos, sendo quatro artigos inteiros. As principais medidas tratam da contratação, da remuneração e do desligamento de pessoal, válidas somente para quem ingressar no setor público após a aprovação das mudanças. A principal mudança é o fim da estabilidade para os servidores públicos.
POSSÍVEL GREVE
Ainda em ‘estado de greve’, o Sintep-MT deve realizar uma assembleia-geral da categoria no próximo dia 28 de agosto, para decidir se os profissionais da Educação vão prosseguir com as atividades presenciais ou se vão avançar para o enfrentamento, declarando uma nova greve.
O grupo se reuniu antes da reabertura das escolas, mas não houve consenso pela deflagração da greve. Na ocasião, optou-se por manter o estado de greve e fazer um acompanhamento sobre o retorno das atividades presenciais. Os resultados desse monitoramento serão debatidos na assembleia do dia 28.
“Estadão Mato Grosso”
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