Dorley Rodrigues de Freitas terá que devolver cerca de R$ 45 mil aos cofres públicos

Ex-prefeito é condenado quase 3 décadas após deixar o cargo

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JUSTIÇA

A Justiça condenou o ex-prefeito de Vera (a 450 km de Cuiabá), Dorley Rodrigues de Freitas, a ressarcir os cofres públicos municipal em CR$ 124.573.050,00, acrescido de juros, por improbidade administrativa. O valor convertido em real corresponde a cerca de R$ 45 mil.

A decisão chega quase três décadas após Freitas deixar a Prefeitura, já que ele comandou o município entre os anos de 1993 e 1996.

A decisão é assinada pelo juiz Victor Lima Pinto Coelho, da Vara Única de Vera, e foi publicada nesta terça-feira (4).

De acordo com a ação, proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), o ex-gestor bancou um jornal da cidade e patrocinou um time de futebol com o orçamento municipal.

Conforme a ação, o diretor do jornal era o então secretário-geral da Administração, Américo Gomes.

Ainda, o endereço da sede do jornal era o mesmo da Prefeitura de Vera.

Além disso, de acordo com a ação, o ex-prefeito autorizou a doação de 60 milhões de cruzeiros para o Clube União Esporte participar do Campeonato Estadual de Futebol, mesmo com disposição que não era permitida na Lei Orgânica Municipal.

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Na decisão, o juiz afirmou que o ex-prefeito “agiu com vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito previsto, consistente em causar prejuízo ao erário”.

“Ante o exposto, julgo parcialmente procedente a pretensão autoral de ressarcimento ao erário, extinguindo o feito com resolução do mérito, nos termos do art. 487, I, segunda parte, do Código de Processo Civil, para condenar o requerido a restituir ao Município de Vera/MT o valor de R$ CR$ 124.573.050,00, a ser convertido para a moeda real, com correção monetária pelo índice IPCA-E e juros de mora pelos índices oficiais da caderneta de poupança, a partir do evento danoso”, decidiu.

“Mídia News”

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JUSTIÇA

8 de Janeiro: dos mais de 1,4 mil presos, 141 continuam na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar

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Por Reynaldo Turollo Jr,

Estátua 'A Justiça', de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

               Estátua ‘A Justiça’, de Alfredo Ceschiatti, pichada por vândalos do 8 de janeiro, em frente à sede do STF, em Brasília — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Dos mais de 1,4 mil presos do 8 de Janeiro e de outros processos relacionados aos ataques à democracia, 141 permanecem na cadeia e 44 estão em prisão domiciliar — parte desses com tornozeleira eletrônica, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dos 141 que estão na cadeia, 112 já foram condenados por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Os outros 29 estão em prisão preventiva aguardando o julgamento — incluindo o general Walter Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro.

Os dados são de um levantamento feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (12) a pedido do g1.

Em 8 de janeiro de 2023 e no dia seguinte em frente ao quartel-general do Exército, 1.406 pessoas foram presas em flagrante.

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Após a realização das audiências de custódia ainda naquele mês, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos no STF, manteve 942 pessoas presas preventivamente.

A maioria já deixou a cadeia porque cometeu crimes menos graves e, por isso, respondeu em liberdade e já cumpriu a pena. Houve também pessoas que fizeram acordo para se livrar do processo e de uma eventual condenação.

Crimes menos graves

Segundo os dados atualizados, 552 investigados pelo 8 de janeiro assinaram Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República, homologado pelo STF.

Pela lei, o ANPP é possível quando a pessoa é acusada de cometer crimes menos graves, com pena mínima inferior a quatro anos. Esse era o caso da maioria dos presos no acampamento em frente ao QG do Exército, em Brasília, acusados de praticar incitação ao crime e associação criminosa.

Ao fecharem acordo, essas pessoas assumiram os delitos e se comprometeram a cumprir uma série de condições impostas pelo Supremo, como não reincidir, prestar serviços à comunidade e pagar multa de R$ 5 mil.

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Dos acusados dos crimes menos graves que não assinaram acordo, 359 foram condenados, mas já não estão na prisão. O tribunal informou que 131 ações foram extintas por cumprimento integral da pena.

Crimes mais graves

Já entre os acusados dos crimes mais graves — tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público —, 279 foram condenados pelo Supremo.

As penas chegam a até 17 anos de prisão, dependendo do nível de envolvimento do réu nos atos violentos.

É nesse grupo que estão os 112 que continuam presos em regime fechado. O restante deixou a cadeia, por exemplo, progredindo de regime.

Somadas, as condenações por crimes menos graves (359) e por crimes mais graves (279) totalizam 638, de acordo com o Supremo. Houve também dez absolvições ao final dos processos.

A Corte informou que arrecadou quase R$ 3 milhões em prestação pecuniária, um valor pago por condenados como parte da punição e destinado à reparação dos danos causados pelos crimes

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