Contribuintes com despesas sob suspeitas e os profissionais de saúde serão intimados

Receita encontra R$ 34 mi em falsas despesas médicas em MT

Publicado em

MATO GROSSO

A Receita Federal está investigando 35 mil pessoas por suposta fraude de R$ 350 milhões nas declarações do Imposto de Renda enviadas entre 2018 e 2022.

Portanto, a Receita dá mais atenção a essas despesas

O Fisco diz ter identificado 35.230 contribuintes que teriam informado despesas médicas falsas em suas declarações de IR com o intuito de reduzir o pagamento do imposto ou aumentar a restituição.

Outros 472 profissionais de saúde também estão sob investigação por terem fornecido os recibos dessas consultas e procedimentos considerados falsos.

Somente em Mato Grosso, 2.338 pessoas teriam fraudado declarações, totalizando R$ 34.661.994 em gastos inexistentes com despesas médicas.

Os contribuintes com despesas sob suspeitas e os profissionais de saúde serão intimados pela Receita e precisarão comprovar o pagamento e a prestação do serviço.

O órgão informou que, em um questionamento inicial, a maioria dos contribuintes não tinha a documentação (transferência bancária, comprovante de débito, saque em dinheiro em data próxima) para provar o desembolso da quantia.

A Receita Federal tem cinco anos para a auditoria das declarações e, por isso, a investigação envolve documentos enviados entre 2018 e 2022. Em virtude deste prazo da auditoria, o contribuinte precisa guardar os documentos que comprovem as despesas informadas por cinco anos.

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O órgão diz que os contribuintes envolvidos na suspeita de fraude podem regularizar a situação antes de receberem a intimação.

Para corrigir erros, o contribuinte precisa acessar a declaração antiga no e-CAC (Centro de Atendimento Virtual) da Receita e enviar as correções em uma declaração retificadora. Se houver alteração no valor do imposto que foi restituído a mais, será necessário emitir um Darf (Documentação de Arrecadação de Receitas Federais) e pagar a quantia.

Caso as declarações não sejam retificadas e não ocorra a comprovação dos pagamentos ou da prestação desses serviços, os envolvidos poderão pagar multas que variam de 75% a 150% do valor do imposto que deixou de ser pago e ainda responder por crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica e organização criminosa, dependendo do caso.

 

Cruzamento de dados

A Receita Federal diz ter feito o cruzamento de dados declarados pelos profissionais de saúde com outras informações fiscais, patrimoniais e financeiras para chegar à conclusão de que os pagamentos podem ser fictícios.

Em um desses casos, o fisco diz ter identificado um fisioterapeuta de Mato Grosso que declarou ter recebido R$ 4,4 milhões de clientes de sete estados diferentes em 2021.

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Segundo a Receita Federal, o profissional precisaria ter trabalhado 24 horas por dia em todos os 365 dias do ano e cobrado R$ 502 por hora, em média, para chegar a esse valor.

A apuração envolve casos em todos os estados e no Distrito Federal, sendo que Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Minas Gerais e Ceará são os locais com mais suspeitos de participação.

 

Despesas médicas são deduzidas no IR

O pagamento de consultas e procedimentos médicos permite dedução total no Imposto de Renda e não há limite de valor. “Portanto, a Receita dá mais atenção a essas despesas”, diz David Soares, consultor de IR do IOB.

Na malha fina do IR, as inconsistências em despesas médicas são o segundo motivo mais frequente para a retenção da declaração. No ano passado, 21,7% dos casos de malha fina estavam relacionados a gastos com saúde, ficando atrás apenas de omissão de rendimentos, com 40,6% dos casos.

Além de consultas, o contribuinte também pode deduzir despesas com internações hospitalares, planos de saúde, aparelhos ortopédicos, próteses, órteses, terapias e outros procedimentos. Clique aqui para ver quais são.

“Mídia News”

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MATO GROSSO

“Rei do Porco” se curva aos pés de Bolsonaro e ora pela volta dele à Presidência

Publicados

em

Por Joel Teixeira
O empresário e suinocultor, Reinaldo Morais (PL) conhecido como “Rei do Porco”, se curvou diante dos pés de Jair Bolsonaro e orou pela volta dele à Presidência da República, enquanto outro homem visivelmente emocionado, ungia com óleo os tornozelos do ex-presidente.
A devoção foi feita nas dependências da Suinobras, empresa de Morais em Diamantino (MT). Após as orações, foi oferecido um jantar e pouso a Bolsonaro. O fato ocorreu na noite de segunda-feira(8). 
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