Bolsa subiu 0,42%, mas fecha semana em baixa
Dólar cai para R$ 5,18 com dados de desemprego nos EUA
ECONOMIA
O aumento do desemprego nos Estados Unidos fez o dólar recuar para abaixo de R$ 5,20, após três dias seguidos de alta. A bolsa de valores subiu, mas não conseguiu reverter a queda acumulada na semana.
O dólar comercial fechou esta sexta-feira (2) vendido a R$ 5,185, com recuo de R$ 0,037 (-1,02%). A cotação chegou a cair para R$ 5,16 por volta das 15h30, mas desacelerou a queda perto do fim das negociações.
Apesar da queda de hoje, a moeda norte-americana fechou a semana com alta de 2,11%. Na segunda-feira (29), a divisa tinha caído para R$ 5,03, antes de a divulgação de dados da economia norte-americana trazerem pessimismo ao mercado internacional. Em 2022, o dólar acumula recuo de 7,01%.
Na bolsa de valores, o dia foi marcado pela recuperação. Depois de três quedas consecutivas, o índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 110.864 pontos, com alta de 0,42%. O indicador resistiu à queda das bolsas norte-americanas, graças a ações de construtoras e de bancos. Mesmo com os ganhos de hoje, a bolsa encerrou a semana com recuo de 1,28%.

O mercado financeiro global teve um dia de alívio após a divulgação de dados mistos do mercado de trabalho norte-americano. Embora a maior economia do planeta tenha criado 315 mil empregos em agosto, a taxa de desemprego subiu para 3,7%, por causa de novas pessoas que passaram a procurar trabalho.
O aumento do desemprego reduziu as pressões para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros em 0,75 ponto percentual na reunião deste mês. Uma eventual desaceleração da economia norte-americana poderia fazer o Fed elevar os juros em 0,5 ponto no próximo encontro.
Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. Nos últimos dias, a divulgação de dados do seguro-desemprego e do desempenho da indústria norte-americana provocaram tensão no mercado, ao reforçar a impressão de que as altas de juros recentes ainda não foram suficientes para debelar a inflação nos Estados Unidos, que está no maior nível em 41 anos.
“EBC”
ECONOMIA
Demanda por viagens aéreas deve dobrar até 2050, aponta relatório
Mesmo nos cenários de menor crescimento, a procura por viagens aéreas deve mais que dobrar em cerca de 25 anos

Segundo o estudo, o volume global de viagens aéreas deve saltar de 9 trilhões de passageiros-quilômetros (RPK) registrados em 2024 para cerca de 20,8 trilhões em 2050, considerando um cenário intermediário.
O indicador RPK é usado pelo setor para calcular o tráfego de passageiros. Trata-se da medida do volume de passageiros transportados pelas companhias aéreas. O indicador é calculado da seguinte maneira: multiplica-se o número de passageiros pagantes pela distância percorrida.
O estudo simula três cenários: um de crescimento mais alto, um intermediário e outro mais baixo. Eles são impulsionados por diferentes taxas compostas de crescimento anual (CAGR), que variam de 2,9%, a porcentagem mais baixa, a 3,3%, a mais alta.
Os cenários levam em conta diferentes projeções econômicas com fatores de longo prazo, incluindo crescimento econômico, populações, tendências de preços do combustível de aviação, a transição energética global e a capacidade de oferta do transporte aéreo.
Nas três situações, o volume de passageiros-quilômetros pagos mais que dobra entre 2024 e 2050. No cenário mais conservador, o número deverá chegar a 19,5 trilhões RPK em 2050. Já no cenário mais otimista, o número passará a ser de 21,9 trilhões. Assim, as três situações apontam para um crescimento consistente da aviação nas próximas décadas.
Segundo o diretor-geral da associação, o relatório reforça a necessidade de estruturas de políticas públicas que apoiem, por exemplo, o desenvolvimento de infraestrutura, a facilitação do acesso aos mercados, a harmonização regulatória e uma transição eficaz para energia limpa.
Mercados emergentes lideram alta


