Mãe acusa creche de agressão à filha de um ano em Cuiabá e Secretaria decidiu instaurar sindicância
Prefeitura afasta direção de creche após agressão contra criança
CUIABÁ
A Secretaria de Educação de Cuiabá instaurou um processo de sindicância com afastamento imediato de três servidores de uma creche por conta de uma agressão contra uma criança de 1 ano.
O caso aconteceu no Centro Educacional Infantil Cuiabano José Nicolau Pinto. São alvos da sindicância a diretora, a coordenadora e as Técnicas de Desenvolvimento Infantil (TDI’s).
Uma mãe denunciou o caso quando a filha dela voltou com hematomas e marcas de unhas de uma pessoa adulta que haviam sido cravadas em seu braço.
O caso aconteceu e foi denunciado no dia 9 de agosto, mas a secretaria afirmou que só tomou conhecimento no dia 14, por meio de um e-mail encaminhado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (DEDDICA).
“Desde então a Secretaria Municipal de Educação atua no caso apurando os fatos a fim de tomar as medidas cabíveis”, disse em trecho de uma nota.
A secretaria disse, ainda, que está em contato com a mãe da criança, “acolhendo-a e providenciando o atendimento da criança”.
“A Secretaria Municipal de Educação reitera seu compromisso com o bem estar e a segurança dos estudantes atendidos na rede pública municipal e o acolhimento de suas famílias”.
O caso
A diretora da escola teria afirmado para a mãe, quando ela foi no horário do almoço buscar um dos seus filhos que estuda na unidade, que a menina havia sido mordida por outra criança.
No momento a mãe teria sido impedida de ver a menina, que estaria dormindo. Quando voltou, no período da tarde, não viu sinal de mordida, mas sim de unhas e hematomas.
A direção ainda teria dito que a menina foi mordida por ser “birrenta” e não obedecer a comandos como “ficar quieta, não faz isso”.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
“Mídia News”
CUIABÁ
Comissão de Segurança Pública do Senado aprova projeto de lei para proibir ‘saidinhas’ de presos
A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, em votação simbólica, nesta terça-feira, 6, um projeto de lei que proíbe a “saidinha”, benefício que permite a saída temporária de presos em datas comemorativas. A pauta foi apresentada em consenso com os demais senadores. A matéria vai ao plenário.
A autorização é dada aos detentos que tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de primeira condenação, e um quarto, quando reincidentes. As “saidinhas” ocorrem até cinco vezes por ano e não podem ultrapassar o período de sete dias.
O projeto que está no Senado prevê também a exigência de exames criminológicos para progressão de regime penal e o monitoramento eletrônico obrigatório dos detentos que passam para os regimes semiaberto e aberto – este último prevê o cumprimento do restante da pena fora da prisão.
“Outro tema para o qual dedicaremos especial atenção será o da segurança pública”, disse. “Pretendemos colaborar para a instituição de institutos penais modernos e eficientes, capazes de conciliar o combate efetivo à violência pública com a garantia aos direitos fundamentais.”
Na sessão, não houve demais debates. Senadores discursaram em defesa da proposta. “Não é populismo penal. Esse é um benefício que realmente tem trazido problemas na execução da pena, já que os presos são soltos aos bilhares e centenas, não voltam, e alguns cometem crimes”, afirmou Sérgio Moro (União-PR). “Precisamos redimensionar o que está dando errado.”
Moro apresentou uma emenda ao relator da proposta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para permitir o benefício aos presos de frequentar cursos supletivos profissionalizantes, ensino médio ou superior. A emenda foi acatada por Flávio.
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Para o relator, as “saidinhas” colocam a população em risco. “Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco”, disse.
A sessão não contou com a presença de governistas. Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, foi o único representante presente.
A oposição, por outro lado, compareceu. Participaram da sessão o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN) e até deputados da bancada da bala na Câmara, como Capitão Alden (PL-BA).
“A oposição veio maciçamente para a comissão. Significa o nosso comprometimento com a segurança pública. Isso para mim é muito importante, porque mostra a nossa unidade”, disse Marinho.
O texto aprovado é o substitutivo do relator, o então deputado federal Capitão Derrite (PL-SP), atual secretário da Segurança Pública em São Paulo.

