Ministério Público diz que conversas de whatsapp do prefeito comprovam autorização de fura filas
MP diz que Emanuel Pinheiro permitiu ‘fura fila’ da vacina pra atender filho, irmão e deputados
MATO GROSSO
Por Capital Notícia.
O Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou no agravo interno que deve ser julgado ainda esta semana pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), para suspender a liminar que garantiu o retorno de Emanuel Pinheiro (MDB) ao cargo. Segundo o MP, o prefeito de Cuiabá permitiu que dezenas de pessoas furassem a fila de vacinação contra a covid-19 para atender interesses de seu filho, seu irmão e também de aliados políticos.
As informações de ‘fura fila’ da vacinação em Cuiabá teriam sito extraídas de conversas de whatsapp do celular do próprio prefeito Emanuel Pinheiro. Após o aparelho ter sido apreendido durante a deflagração da Operação Capistrum, em outubro do ano passado. É o que informou o procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges na petição para juntada dos relatórios técnicos no processo que tramita no STJ e que deve ser julgado nesta quarta-feira (16.03).
“Fato gravíssimo extraído das conversas de Whatsapp do aparelho celular do Prefeito agravado, revelam que o mesmo, novamente para atender interesses de parentes (irmão, filho) bem como de políticos (deputados aliados), permitiu que dezenas de pessoas indicadas furassem a fila da vacinação, já que tiveram agendamento providenciado pelo próprio Prefeito, mesmo não estando na época permitida para vacinação (Relatório 005/22, págs. 04 e ss.), sendo importante lembrar que tal conduta deu azo a vários pedidos de afastamento, de Prefeito a servidores, pelo país afora”, afirmou o procurador-geral.
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Além disso, o Ministério Público cita nove fatos considerados gravíssimos que justificam manter Emanuel Pinheiro afastado do cargo. Durante as investigações, o MP identificou, através do exame do aparelho celular de Antônio Monreal Neto, chefe de gabinete de Emanuel que chegou a ser preso, que ele é titular de duas contas bancárias, de onde são debitados cartões de crédito do prefeito e também da primeira-dama Márcia Pinheiro.
“Como se nota, ilustre Relator, o agravado vem continuamente praticando ilegalidades e mesmo crimes no cargo de Prefeito, sem contar que tem agido no sentido de impedir o descortino de seus feitos. Face o exposto, requer, antes do início do julgamento do Agravo, a juntada dos presentes documentos e a intimação do agravado para, querendo, deles se manifestar no prazo legal”, solicitou o procurado.
Operação Capistrum
Além de Emanuel a primeira-dama Márcia Pinheiro, Antônio Monreal Neto – chefe de gabinete do prefeito; Ivone de Souza – Secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos; e Ricardo Aparecido Ribeiro, ex-coordenador de Gestão de Pessoas, também são alvos das investigações do MPE.
A primeira-dama de Cuiabá Márcia Pinheiro, o chefe de gabinete Antônio Monreal Neto e a secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza seguem com suas medidas cautelares ativas mesmo diante da decisão que autorizou o retorno do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) ao comando do Palácio Alencastro.
As investigações, originadas no Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa da capital, revelam uma suposta organização criminosa voltada para contratações irregulares de servidores temporários na Secretaria Municipal de Saúde. As apurações indicam que a maioria das contratações foi feita para atender interesses políticos do prefeito.
Outro lado
A assessoria do prefeito Emanuel Pinheiro foi procurada e deve enviar nota se manifestando sobre o assunto.
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