Justiça

8 de janeiro: PGR é a favor de incluir foragidos em lista da Interpol

Publicado em

Justiça

Réus e investigado pelo caso no STF romperam tornozeleira e fugiram

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a inclusão na lista de procurados da Interpol de acusados de participar dos atos de 8 de janeiro que estão foragidos.

A manifestação é para que seja decretada a prisão preventiva de sete réus e de um investigado de participar dos ataques, com a inserção do mandado de prisão na difusão vermelha da organização internacional diante do risco de “evasão para outro país”.

A manifestação é assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e foi feita depois de reportagem do “UOL” mostrar que ao menos nove condenados ou investigados pelo 8 de janeiro quebraram suas tornozeleiras eletrônicas e fugiram do Brasil.

Segundo levantamento do portal, ao menos 51 pessoas suspeitas de participar de atos têm mandados de prisão em aberto ou fugiram após quebrar as tornozeleiras eletrônicas.

Em uma das manifestações, Gonet disse que “a ré é considerada foragida, por ter quebrado seu dispositivo de monitoramento eletrônico”.

Leia Também:  STJ autoriza aborto legal que foi negado a adolescente de 13 anos

“No ponto, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende ser legítima a prisão preventiva decretada contra réu foragido, para assegurar a aplicação da lei penal. No caso, há elementos de convicção concretos que justificam a medida extrema”.

O caso em questão refere-se a Fátima Aparecida Pleti, de Bauru (SP).

No começo de abril, ela foi condenada pelo STF a 17 anos de prisão por participar da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.

Conforme documentos protocolados em seu processo na Corte, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo detectou o rompimento da cinta da tornozeleira eletrônica em 26 de março. O ocorrido, no entanto, só foi avisado à Vara de Execuções Criminais de Bauru em 7 de abril.

Procurada pela CNN, a Secretaria da Administração Penitenciária explicou que seguiu o protocolo estabelecido com o Poder Judiciário de que, a partir da perda de sinal do dispositivo, devem ser feitas tentativas de contato com a pessoa monitorada para agendar manutenção no equipamento a fim de descartar possível falha.

Leia Também:  Ipea revisa projeção de inflação pelo IPCA de 4% para 4,4% em 2024

Acrescentou ainda que, em 28 de abril, a SAP enviou novo ofício para ratificar a informação do rompimento à 1ª Vara de Execuções Criminais (VEC) de Bauru e encerrar o monitoramento por desligamento do equipamento.

“CNN”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Justiça

Moraes ouve testemunhas de Bolsonaro na ação do golpe

Publicados

em

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ouve nesta sexta-feira (30) os depoimentos das testemunhas de defesa indicadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal sobre a trama golpista. Em março deste ano, Bolsonaro e mais sete acusados se tornaram réus após serem denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O principal depoimento foi do governador de São Paulo e ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro Tarcísio de Freitas, que começou às 8h, por videoconferência. Mais cinco testemunhas do ex-presidente devem depor no período da tarde, a partir das 14h. 

Tarcísio disse a Moraes que jamais teve conhecimento sobre suposto plano golpista de Bolsonaro,

“Jamais [tive conhecimento de intenções golpistas]. Nunca. Assim como nunca tinha acontecido no meu período de ministério.”

“[Nas visitas que fiz após a eleição], encontrei um presidente triste, resignado. Esse assunto nunca veio à pauta,” afirmou Tarcísio. 

O governador de São Paulo foi ministro da Infraestrutura durante a maior parte do governo Bolsonaro e manteve-se como aliado próximo mesmo após as eleições, já eleito para o governo paulista.

Saiba quem mais vai depor a favor de Bolsonaro:

Jonathas Assunção Salvador Nery (ex-secretário executivo da Casa Civil);

Renato de Lima França – ex-subchefe de assuntos jurídicos da Presidência da República;

Leia Também:  Lula diz que pode tomar "atitudes mais drásticas" para baratear alimentos

Wagner de Oliveira – coronel do Exército que trabalhou no Ministério da Defesa e fez parte da comissão de militares que auditou a urna eletrônica.

Giuseppe Dutra Janino – ex-secretário de Tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pela manhã, também serão ouvidas como testemunhas do ex-ministro da Justiça Anderson Torres os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Espiridião Amim (PP-SC) e Eduardo Girão (NOVO-CE), o deputado federal Sanderson (PL-RS) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Nogueira também vai falar como testemunha de Bolsonaro.

Ontem (29), a defesa de Bolsonaro desistiu de quatro testemunhas: Amauri Feres Saad, advogado acusado de ser o autor intelectual da minuta do golpe; Gilson Machado, ex-ministro do Turismo; Eduardo Pazuello, deputado federal (PL-RJ) e ex-ministro da Saúde; e Ricardo Peixoto Camarinha, cardiologista da Presidência da República.

Os depoimentos desta primeira fase de oitivas dos réus serão encerrados na segunda-feira (2), quando o senador Rogério Marinho (PL-RN) será ouvido.

Em março deste ano, Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista viraram réus no STF e passaram a responder a uma ação penal pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Leia Também:  Polícia Civil prende mulher em rodoviária com 16 quilos de drogas em mala

Conforme a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) , Bolsonaro tinha conhecimento do plano intitulado “Punhal Verde Amarelo”, que continha o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A procuradoria também garante que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como “minuta do golpe”.

Núcleo 1

Os oito réus compõem o chamado núcleo crucial do golpe, o núcleo 1, e tiveram a denúncia aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março. São eles:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022;

General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;

Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

“ebc”

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA