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Mulher perde todos os dentes após procedimento na Turquia

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Alana Boone, que mora na Bélgica, optou por fazer o procedimento em uma clínica turca por ser mais barato. Ao todo, a jovem gastou cerca de R$ 62 mil com o tratamento

Uma mulher de 26 anos perdeu todos os dentes depois de colocar uma coroa dentária na Turquia. Em entrevista ao jornal The Mirror, Alana Boone, que mora na Bélgica, disse que optou por fazer o procedimento em uma clínica turca por ser mais barato. Segundo a mulher, ela gastou 5.600 libras, o equivalente a R$ 41 mil apenas com o procedimento. Contando o valor gasto com a passagem e hospedagem, o valor sobe para 8.400 libras, cerca de R$ 62 mil.

Alana ainda relatou que contatou o consultório odontológico pela primeira vez em janeiro de 2021, após indicação de uma amiga da mãe. A negociação do tratamento se deu por meio das redes sociais, ela inclusive, chegou mandar fotos dos dentes. O procedimento teve início em julho com o desgaste de todos os seus dentes verdadeiros. No dia seguinte, as dores começaram.

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“Foi, então, decidido que meus dentes deveriam ser desvitalizados (a remoção da polpa dentária doente de dentro do dente). Claro, isso acarretou custos extras, e, dois dias depois, as minhas coroas permanentes foram colocadas. Eu gritei e berrei porque doía muito”, afirmou a jovem.

A dor permaneceu após seu retorno para casa, em 1º de agosto, intensificando-se nos dias seguintes. Nesse período, ela começou a perceber “sulcos” na boca, além de experimentar um gosto “desagradável”. Após diversas consultas com o dentista na Turquia, Alana decidiu procurar um consultório local em busca de uma segunda opinião. Foi então que confirmou que o tratamento havia sido um “fracasso total”.

A jovem está sem dentes naturais desde abril de 2024. De lá para cá, a maior parte dos implantes já foi colocada. Segundo Alana, para recuperar o sorriso, gastará aproximadamente 37.800 libras, cerca de R$ 280 mil. A previsão é que o tratamento termine em julho do ano que vem. 

“Pense duas vezes antes de escolher odontologia no exterior. Se der errado, você tem que resolver o problema em seu próprio país e, muitas vezes, acabará pagando três vezes mais”, alertou Boone. Ela também conta que além de perder os dentes, o caso também impactou sua qualidade de vida. “Sinto falta de poder comer bem e sorrir amplamente”, lamentou Alana.

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“CB”

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Moraes ouve testemunhas de Bolsonaro na ação do golpe

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ouve nesta sexta-feira (30) os depoimentos das testemunhas de defesa indicadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro na ação penal sobre a trama golpista. Em março deste ano, Bolsonaro e mais sete acusados se tornaram réus após serem denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O principal depoimento foi do governador de São Paulo e ex-ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro Tarcísio de Freitas, que começou às 8h, por videoconferência. Mais cinco testemunhas do ex-presidente devem depor no período da tarde, a partir das 14h. 

Tarcísio disse a Moraes que jamais teve conhecimento sobre suposto plano golpista de Bolsonaro,

“Jamais [tive conhecimento de intenções golpistas]. Nunca. Assim como nunca tinha acontecido no meu período de ministério.”

“[Nas visitas que fiz após a eleição], encontrei um presidente triste, resignado. Esse assunto nunca veio à pauta,” afirmou Tarcísio. 

O governador de São Paulo foi ministro da Infraestrutura durante a maior parte do governo Bolsonaro e manteve-se como aliado próximo mesmo após as eleições, já eleito para o governo paulista.

Saiba quem mais vai depor a favor de Bolsonaro:

Jonathas Assunção Salvador Nery (ex-secretário executivo da Casa Civil);

Renato de Lima França – ex-subchefe de assuntos jurídicos da Presidência da República;

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Wagner de Oliveira – coronel do Exército que trabalhou no Ministério da Defesa e fez parte da comissão de militares que auditou a urna eletrônica.

Giuseppe Dutra Janino – ex-secretário de Tecnologia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pela manhã, também serão ouvidas como testemunhas do ex-ministro da Justiça Anderson Torres os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Espiridião Amim (PP-SC) e Eduardo Girão (NOVO-CE), o deputado federal Sanderson (PL-RS) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Nogueira também vai falar como testemunha de Bolsonaro.

Ontem (29), a defesa de Bolsonaro desistiu de quatro testemunhas: Amauri Feres Saad, advogado acusado de ser o autor intelectual da minuta do golpe; Gilson Machado, ex-ministro do Turismo; Eduardo Pazuello, deputado federal (PL-RJ) e ex-ministro da Saúde; e Ricardo Peixoto Camarinha, cardiologista da Presidência da República.

Os depoimentos desta primeira fase de oitivas dos réus serão encerrados na segunda-feira (2), quando o senador Rogério Marinho (PL-RN) será ouvido.

Em março deste ano, Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista viraram réus no STF e passaram a responder a uma ação penal pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

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Conforme a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) , Bolsonaro tinha conhecimento do plano intitulado “Punhal Verde Amarelo”, que continha o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

A procuradoria também garante que o ex-presidente sabia da minuta de decreto com o qual pretendia executar um golpe de Estado no país. O documento ficou conhecido durante a investigação como “minuta do golpe”.

Núcleo 1

Os oito réus compõem o chamado núcleo crucial do golpe, o núcleo 1, e tiveram a denúncia aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março. São eles:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022;

General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;

Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

“ebc”

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