Luiz Antônio Rodrigo da Silva, de 49 anos, é controlador da Câmara de Santo Antônio do Leverger
“Guia espiritual” suspeito de abuso sexual é liberado da prisão
CUIABÁ
O controlador da Câmara Municipal de Santo Antônio do Leverger, Luiz Antônio Rodrigo da Silva, de 49 anos, foi solto na tarde de quarta-feira (6), após passar por audiência de custódia em Cuiabá.
A decisão é do juiz João Bosco Soares da Silva, da 10ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.
Luiz, que faz atendimentos como “guia espiritual”, foi preso na terça-feira (5), suspeito de estupro e importunação sexual contra sete mulheres, entre elas uma adolescente.
Conforme a Polícia Civil, o servidor, que é advogado, teria cometido os abusos quando realizava os atendimentos em um centro religioso na Capital, e alegava que era o “espírito encarnado” que realizava as condutas.
Segundo as denunciantes, ele as atraía através da rede social Tik Tok e as convidava para sua “tenda religiosa”, prometendo amparo sexual.
O delegado Cley Celestino, responsável pela investigação, foi quem representou pela prisão preventiva de Luiz Antônio.
O advogado Augusto Frutuoso, que defende o controlador, disse que houve exagero na representação do delegado. Ao ser liberado, o controlador deve retornar os atendimentos espirituais.
“Foi dito que o meu cliente, além de apresentar alta periculosidade, estaria em local incerto ou não sabido. Como que um assessor, que é advogado, de uma religião, com casa estabelecida há mais de cinco anos e controlador do Município está em local incerto ou não sabido?”, disse.
“Meu cliente é inocente. Ele vai provar que é inocente no decorrer do processo. Nós estamos muito tranquilos quanto à inocência do Luiz […] Nós temos materiais que vão ser anexados ao inquérito, que vão trazer outra visão acerca do que ocorreu”.
“Mídia News”
CUIABÁ
Comissão de Segurança Pública do Senado aprova projeto de lei para proibir ‘saidinhas’ de presos
A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, em votação simbólica, nesta terça-feira, 6, um projeto de lei que proíbe a “saidinha”, benefício que permite a saída temporária de presos em datas comemorativas. A pauta foi apresentada em consenso com os demais senadores. A matéria vai ao plenário.
A autorização é dada aos detentos que tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de primeira condenação, e um quarto, quando reincidentes. As “saidinhas” ocorrem até cinco vezes por ano e não podem ultrapassar o período de sete dias.
O projeto que está no Senado prevê também a exigência de exames criminológicos para progressão de regime penal e o monitoramento eletrônico obrigatório dos detentos que passam para os regimes semiaberto e aberto – este último prevê o cumprimento do restante da pena fora da prisão.
“Outro tema para o qual dedicaremos especial atenção será o da segurança pública”, disse. “Pretendemos colaborar para a instituição de institutos penais modernos e eficientes, capazes de conciliar o combate efetivo à violência pública com a garantia aos direitos fundamentais.”
Na sessão, não houve demais debates. Senadores discursaram em defesa da proposta. “Não é populismo penal. Esse é um benefício que realmente tem trazido problemas na execução da pena, já que os presos são soltos aos bilhares e centenas, não voltam, e alguns cometem crimes”, afirmou Sérgio Moro (União-PR). “Precisamos redimensionar o que está dando errado.”
Moro apresentou uma emenda ao relator da proposta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para permitir o benefício aos presos de frequentar cursos supletivos profissionalizantes, ensino médio ou superior. A emenda foi acatada por Flávio.
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Para o relator, as “saidinhas” colocam a população em risco. “Ao se permitir que presos ainda não reintegrados ao convívio social se beneficiem da saída temporária, o poder público coloca toda a população em risco”, disse.
A sessão não contou com a presença de governistas. Jorge Kajuru (PSB-GO), vice-presidente da Comissão de Segurança Pública, foi o único representante presente.
A oposição, por outro lado, compareceu. Participaram da sessão o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN) e até deputados da bancada da bala na Câmara, como Capitão Alden (PL-BA).
“A oposição veio maciçamente para a comissão. Significa o nosso comprometimento com a segurança pública. Isso para mim é muito importante, porque mostra a nossa unidade”, disse Marinho.
O texto aprovado é o substitutivo do relator, o então deputado federal Capitão Derrite (PL-SP), atual secretário da Segurança Pública em São Paulo.

