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Mauro Cid chega ao STF para prestar depoimento sobre delação

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 Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro ficará frente a frente com Alexandre de Moraes para tratar de novas descobertas feitas pela PF

O tenente-coronel Mauro Cid chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no começo da tarde desta quinta-feira (21/11) para prestar depoimento sobre seu acordo de delação. Ele ficará frente a frente com o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que apura os ataques de 8 de janeiro.

Da última vez que prestou depoimento ao Supremo, Cid foi preso em flagrante. Durante a audiência desta quinta, o ministro vai tratar de contradições e informações que não foram dadas pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro nos depoimentos que prestou à Polícia Federal. Ele é um dos personagens centrais para entender uma tentativa de golpe de Estado, os atos antidemocráticos e a organização criminosa montada para atacar as instituições.

Ao recuperar arquivos que foram apagados do celular de Mauro Cid, a Polícia Federal encontrou informações que foram ocultadas por ele nos depoimentos e que revelam um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro do Supremo que relata as investigações.

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Moraes vai questionar Cid se ele ainda deseja colaborar com as investigações e questionar por qual motivo não prestou todas as informações que sabia. Caso o acordo de delação seja cancelado, ele perde benefícios que obteve, como abatimento de pena e a possibilidade de cumprir a pena em regime aberto.

Investigadores ouvidos pela reportagem apontam que a suspensão da delação não prejudica o inquérito, pois foram encontrados documentos, provas matérias e testemunhas que evidenciam a articulação golpista.

“CB”

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Carla Zambelli diz que deixou o Brasil, dias após ter sido condenada à prisão pelo STF

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Por: Guilherme Caetano

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 3, que deixou o Brasil. Ela viajou ao exterior inicialmente para buscar tratamento médico, segundo ela, e vai pedir licença não remunerada de seu mandato na Câmara dos Deputados.

Ela disse estar fora do País há alguns dias, e que vai morar na Europa, onde tem cidadania. Também afirmou ter escolhido o continente como destino para poder atuar pelo fortalecimento da direita nos países da região e “resistir, voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs”.

Ela mencionou a articulação feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vem se empenhando para tentar influenciar o governo Trump a impor sanções contra autoridades brasileiras, como exemplo do que ela pode fazer na Europa. A declaração foi feita em entrevista ao vivo ao canal do YouTube AuriVerde Brasil nesta manhã.

“Estadão”

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