Judiciário e Justiça
Abin monitorou promotora de Caso Marielle, diz Alexandre de Moraes
Judiciário e Justiça
Por Gabriela Soares
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitorou a promotora Simone Sibilio, ex-coordenadora das investigações da morte de Marielle Franco. A informação consta em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o caso de espionagem ilegal.
Segundo o documento, a Polícia Federal que a Abin sob o comando do então diretor-geral e hoje deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), trabalhava para o “extrato político nacional” e tinha uma estrutura paralela para prestar serviços.
Segundo Moraes, “ficou patente a instrumentalização da ABIN, para monitoramento da Promotora de Justiça do Rio de Janeiro e coordenadora da força-tarefa sobre os homicídios qualificados perpetrados em desfavor da vereadora MARIELLE FRANCO e o motorista que lhe acompanhava ANDERSON GOMES”.

No mesmo trecho, a Procuradoria Geral da República (PGR), afirma que havia uma “Abin paralela” e que essa estrutura era “utilizada para colher dados sensíveis sobre autoridades e agentes políticos relevantes.”
Entre outros nomes que foram monitorados estão o então governador do Ceará e atual ministro da Educação, Camilo Santana, e do então presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia. Além deles, a então deputada Joice Hasselman e o advogado Roberto Bertholdo também foram monitorados com software espião de forma ilegal.
A Operação Vigilância Aproximada apura um esquema de espionagem montado na Abin para monitorar, ilegalmente, autoridades públicas e cidadãos comuns. É uma continuação das investigações da Operação Última Milha, deflagrada em outubro do ano passado.
A decisão, no entanto, não cita os nomes das autoridades que foram monitoradas ilegalmente, ou seja, sem uma decisão judicial, por parte da Abin de 2019 a 2021, no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Congresso em Foco”
Judiciário e Justiça
Carla Zambelli diz que deixou o Brasil, dias após ter sido condenada à prisão pelo STF
Por: Guilherme Caetano
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou nesta terça-feira, 3, que deixou o Brasil. Ela viajou ao exterior inicialmente para buscar tratamento médico, segundo ela, e vai pedir licença não remunerada de seu mandato na Câmara dos Deputados.
Ela disse estar fora do País há alguns dias, e que vai morar na Europa, onde tem cidadania. Também afirmou ter escolhido o continente como destino para poder atuar pelo fortalecimento da direita nos países da região e “resistir, voltar a ser a Carla que eu era antes das amarras que essa ditadura nos impôs”.
Ela mencionou a articulação feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, onde ele vem se empenhando para tentar influenciar o governo Trump a impor sanções contra autoridades brasileiras, como exemplo do que ela pode fazer na Europa. A declaração foi feita em entrevista ao vivo ao canal do YouTube AuriVerde Brasil nesta manhã.
“Estadão”

