Putin também comentou o novo teto no preço do valor do gás russo imposto pela União Europeia e disse que um decreto em resposta a medida será publicado “nos próximos dias”. Além disso, voltou a ameaçar com o corte de fornecimento de petróleo e gás para todos os países que adotarem a regra.
Vladimir Putin diz que acordo com Ucrânia é ‘inevitável’
INTERNACIONAL
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que atingir um acordo com a Ucrânia sobre a guerra é “inevitável” durante evento na cidade de Bishkek, informou a agência de notícias estatal Tass nesta sexta-feira.
O chefe do Kremlin ainda informou que a “operação militar especial”, como os russos chamam o conflito no país vizinho, deveria “ter começado antes”, mas que ele “aguardava” que um novo acordo ainda no âmbito dos Protocolos de Minsk, firmados em 2015, ocorresse.
Putin também comentou o novo teto no preço do valor do gás russo imposto pela União Europeia e disse que um decreto em resposta a medida será publicado “nos próximos dias”. Além disso, voltou a ameaçar com o corte de fornecimento de petróleo e gás para todos os países que adotarem a regra.
Apoiadores e aliados
Na longa conversa com apoiadores e aliados, o presidente russo pontuou que uma nova troca de prisioneiros, como no caso da jogadora de basquete Brittney Griner, “é possível” e disse que isso se trata de uma “questão de conversas e de busca de um compromisso”.
Sobre os recentes encontros entre os diretores das agências secretas da Rússia, Sergey Naryshkin, e dos Estados Unidos, William Burns, o mandatário destacou que a iniciativa foi tomada por seu homólogo norte-americano, Joe Biden, e não por Moscou.
– Falando dos contatos entre os serviços no exterior de Inteligência russos e da CIA, não foi uma iniciativa nossa. Essas negociações foram iniciadas pela parte estadunidense. O presidente Joe Biden propôs organizar esse encontro – pontuou ainda.
Putin ordenou a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro deste ano e, até o momento, não há sinais de que tratativas de cessar-fogo ou de paz estão no horizonte no curto prazo.
“Correio do Brasil”
INTERNACIONAL
Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

