Mísseis russos atingiram a cidade ucraniana de Vinnytsia nesta quinta

Rússia ataca Ucrânia um dia após avanço em negociações sobre grãos

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Mísseis russos atingiram a cidade ucraniana de Vinnytsia nesta quinta-feira (14), em um ataque que autoridades ucranianas disseram ter deixado pelo menos 12 mortos, incluindo uma criança pequena, além de dezenas de feridos.

O ataque ocorreu um dia após avanço nas negociações entre Moscou e Kiev para desbloquear as exportações de grãos ucranianos e deixa claro o quanto os dois países permanecem longe de qualquer tipo de acordo de paz.

“Há feridos e mortos, entre eles, uma criança pequena”, escreveu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, no aplicativo de mensagens Telegram. “O que é isso senão um ato aberto de terrorismo?”

O Ministério da Defesa russo, que nega atacar civis, ainda não comentou o ataque. A Rússia, que lançou o que chamou de “operação militar especial” contra a Ucrânia em 24 de fevereiro, diz que seu objetivo é degradar a infraestrutura militar da Ucrânia para proteger sua própria segurança.

A cidade de Vinnytsia fica a cerca de 200 quilômetros a sudoeste da capital ucraniana e está longe das principais linhas de frente no leste e sul em um conflito que o Ocidente e a própria Ucrânia chamam de guerra de agressão não provocada.

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O ataque russo atingiu o estacionamento de um prédio de escritórios de nove andares por volta das 10h50 (4h50 no horário de Brasília), informou o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia.

O órgão postou fotos mostrando fumaça cinza subindo dos restos retorcidos de carros queimados e escombros fumegantes nas proximidades.

Frente leste

Na linha de frente da guerra, centenas de quilômetros para leste, a Ucrânia disse que repeliu tentativas de ataques terrestres russos depois que Moscou concentrou os ataques a duas cidades que vê como trampolins para assumir o controle de cidades maiores.

Depois que suas primeiras tentativas de guerra-relâmpago falharam, a Rússia passou a buscar uma campanha projetada para desgastar as forças ucranianas e minimizar as baixas do seu lado, enquanto bombardeia cidades que deseja capturar.

Já a Ucrânia, com a ajuda dos sistemas de foguetes móveis Himars recentemente obtidos junto aos Estados Unidos, começou a atacar alvos no interior do território controlado pela Rússia e diz que está destruindo depósitos de munição.

Daniil Bezsonov, autoridade apoiada pela Rússia na autoproclamada República Popular de Donetsk, disse nesta quinta-feira que as Forças Armadas e a Rússia estão concentrando fogo no leste da Ucrânia, nas cidades de Siversk e Soledar.

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“EBC”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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