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Putin diz que ucranianos atacam região de fronteira com a Rússia, Kiev aponta “provocação”

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O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que a Rússia foi atingida por um “ataque terrorista” na região sul, de Bryansk, na fronteira com a Ucrânia, e prometeu esmagar o que disse ser um grupo de sabotagem ucraniano que disparou contra civis.

A Ucrânia acusou a Rússia de encenar uma falsa “provocação”, mas também pareceu insinuar que alguma forma de operação foi realmente realizada por guerrilheiros antigovernamentais russos.

Em meio a relatos de bombardeios e sabotagens esporádicas, as regiões fronteiriças da Rússia tornaram-se cada vez mais voláteis desde que Moscou invadiu a Ucrânia há um ano.

Em um discurso televisionado, Putin acusou o grupo de abrir fogo a partir de um carro contra civis, incluindo crianças. O governador de Bryansk, Alexander Bogomaz, disse que o ataque matou duas pessoas e feriu um menino de 11 anos.

“Eles não vão conseguir nada. Nós vamos esmagá-los”, disse Putin, acrescentando que o grupo é formado por pessoas que querem roubar a história e o idioma da Rússia.

No final do dia, quatro membros da Guarda Nacional da Rússia ficaram feridos quando o carro em que estavam passou por cima de uma mina na vila de Sushany, do outro lado da fronteira com a Ucrânia, disse Alexander Khinstein, um parlamentar federal sênior.

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Os quatro participavam de uma operação para proteger a região, escreveu ele no aplicativo de mensagens Telegram.

O serviço de segurança FSB disse inicialmente que, junto com o exército, tentava liquidar “um grupo armado de nacionalistas ucranianos” que havia cruzado a fronteira.

Posteriormente, o serviço afirmou que a situação estava sob controle e que um grande número de artefatos explosivos havia sido encontrado durante a desminagem do local. O FSB não mencionou relatos anteriores de agências de notícias estatais de que pessoas haviam sido tomadas como reféns.  

Em dois vídeos que circulam online, homens armados que se autodenominam “Corpo de Voluntários Russos” disseram ter cruzado a fronteira para lutar contra o que eles chamam de “o sangrento regime Putinita do Kremlin”.

Descrevendo-se como “libertadores”, os homens pediram aos russos que pegassem em armas e se levantassem contra as autoridades. Eles negaram que abriram fogo contra civis.

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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