INTERNACIONAL
Poluição em Nova Délhi leva ao fechamento de escolas e atrapalha o trânsito
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Poluição em Nova Délhi leva ao fechamento de escolas e atrapalha o trânsito
A poluição atmosférica na capital indiana, Nova Délhi, atingiu nesta segunda-feira (18) níveis 60 vezes superiores às normas internacionais, levando ao fechamento de escolas e restrições ao tráfego.
A metrópole de 30 milhões de habitantes enfrenta picos de contaminação provocados pela fumaça das fábricas, o tráfego e as queimadas agrícolas sazonais.
Os níveis de poluentes PM2.5 – as micropartículas que podem causar câncer e entram na corrente sanguínea pelos pulmões – alcançaram nesta segunda-feira uma medição de 907, segundo a agência de monitoramento IQAir.
Esse nível é 60 vezes superior ao máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Meus olhos arderam nos últimos dias”, comentou Subodh Kumar, um motorista de táxi. “Não podemos ficar em casa. Nosso sustento, nossa comida e nossa vida, tudo está ao ar livre”, disse.
Várias restrições foram adotadas pelas autoridades da cidade “para evitar uma maior deterioração” na qualidade do ar.
Suspensão das aulas presenciais
A prefeitura de Nova Délhi ordenou a suspensão das aulas presenciais em quase todos os colégios. As escolas de ensino fundamental já estão fechadas desde a semana passada e as crianças acompanham as aulas à distância.
As obras públicas também foram paralisadas e a circulação de veículos pesados e carros mais poluentes estão restritas. O governo pediu que crianças e idosos, assim como pessoas com problemas pulmonares e cardíacos, “permaneçam dentro de casa o tempo todo”.
Muitos habitantes da capital indiana não têm recursos para comprar purificadores de ar e vivem em casas mal ventiladas.
Nova Délhi e sua região metropolitana têm mais de 30 milhões de habitantes. A queda das temperaturas e os ventos mais fracos no inverno (de meados de outubro a janeiro) intensificam a contaminação do ar, que retém partículas perigosas nesta época do ano.
Em outubro, a Suprema Corte da Índia determinou que o ar limpo é um direito humano fundamental e ordenou que os governos central e estaduais adotem medidas a respeito.
Com informações da AFP
“MSN”
INTERNACIONAL
Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

