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O que é o avião do ‘Juízo Final’ russo que poderia sinalizar uma 3ª Guerra Mundial

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O governo Putin não incluiu aviões na parada militar do último dia 9 de maio, em postura que foi considerada simbolicamente significativa no contexto da atual guerra contra a Ucrânia – deixando inclusive de exibir o avião presidencial  Ilyushin Il-80, mais conhecido como “Avião do Juízo Final”, que costuma surgir como exemplo de força e poderio militar, e poderia representar disposição russa para uma Terceira Guerra Mundial no contexto atual. A exclusão da aeronave do desfile foi vista como um esforço russo para evitar escalar ainda mais o conflito, já que desde 1999, quando Putin chegou ao poder, a parada militar é compreendida como a principal vitrine para o país exibir seu poder militar ao mundo.

O "Avião do Juízo Final", voando acompanhado de jatos sobre Moscou em desfile alguns anos atrás

© fotos: Wikimedia CommonsO “Avião do Juízo Final”, voando acompanhado de jatos sobre Moscou em desfile alguns anos atrás

O “Avião do Juízo Final”, voando acompanhado de jatos sobre Moscou em desfile alguns anos atrás

Em 9 de maio a Rússia celebra o feriado do “Dia da Vitória”, marcando o triunfo da União Soviética sobre a Alemanha de Adolf Hitler e, assim, a derrota nazista para os aliados e o início do fim da Segunda Guerra. Por se tratar do mais importante e tradicional desfile de veículos militares da Rússia, a expectativa internacional era de que Putin aproveitasse a data para elevar o tom e desafiar a Ucrânia e a OTAN: no desfile, porém, em que se celebrou o 77º aniversário da vitória sobre os nazistas, a cerimônia foi reduzida, e não apresentou nenhum desfile aérea, que incluiria aviões nucleares e o “avião do Juízo Final” –  a justificativa apresentada para explicar a ausência de aviões foi o mau tempo.

O avião é uma versão adaptada do modelo Ilyushin II-80 Maxdrome

© fotos: Wikimedia CommonsO avião é uma versão adaptada do modelo Ilyushin II-80 Maxdrome

O avião é uma versão adaptada do modelo Ilyushin II-80 Maxdrome

 Mas o que é, afinal, o “Avião do Juízo Final”, no qual Putin embarcaria em caso de uma guerra atômica? São poucas as informações divulgadas oficialmente pela Rússia a respeito da aeronave especial, mas sabe-se que se trata de um super aparelho militar, responsável por proteger e transportar o presidente russo e os chefes das forças armadas do país no caso de uma guerra nuclear. Segundo consta, a aeronave tem 64, 7 metros de comprimento, 60,1 metros de envergadura, 15,9 metros de altura. Chamado tecnicamente de Ilyushin Il-80, o avião é um aparelho originalmente civil transformado em militar e, por isso, apresenta uma dimensão maior do que os caças tradicionais do exército.

A aeronave tem autonomia de 9 mil quilômetros, e permite que o presidente comande um conflito

© fotos: Wikimedia CommonsA aeronave tem autonomia de 9 mil quilômetros, e permite que o presidente comande um conflito

A aeronave tem autonomia de 9 mil quilômetros, e permite que o presidente comande um conflito

Desenvolvido durante a década de 1980 como uma evolução do Ilyushin II-80 Maxdrome, a nave só entrou em atividade em 1992, com quatro unidades construídas – sem janelas de passageiros para protegê-los de um eventual clarão de uma explosão nuclear. A nave possui autonomia de 9 mil quilômetros com carga máxima, trazendo ainda uma sonda que permite que seja abastecido em voo. Com uma imensa estrutura de satélites e antenas, o “Avião do Juizo Final” permite que uma grande batalha seja comandada de seu interior – sem que a aeronave precise pousar.

A ausência de janelas isola os passageiros da luz de uma possível explosão nuclear

© fotos: Wikimedia CommonsA ausência de janelas isola os passageiros da luz de uma possível explosão nuclear

A ausência de janelas isola os passageiros da luz de uma possível explosão nuclear

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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