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Nova onda de refugiados ucranianos é esperada, Rússia mira energia antes do inverno
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Países do leste europeu estão se preparando para uma possível onda de refugiados ucranianos enquanto a Rússia mira usinas de energia e aquecimento antes do inverno, com o presidente Volodymyr Zelenskiy dizendo que cerca de 4 milhões de pessoas já estão sem energia.
Zelenskiy afirmou que 14 regiões mais a capital Kiev estão sem energia e a operadora de rede elétrica da Ucrânia Ukrenergo disse que interrupções de energia programadas afetariam todo o país na quarta-feira.
As forças russas têm atacado a infraestrutura de energia da Ucrânia com mísseis e ataques de drones no período que antecede o inverno, quando as temperaturas médias geralmente caem para vários graus abaixo de zero.
Acredita-se que cerca de 6,9 milhões de pessoas foram deslocadas internamente na Ucrânia, e países do leste europeu, como Eslováquia e Hungria, se preparam para um influxo nos próximos meses.
“Um aumento nos números está sendo sentido e é esperado”, disse Roman Dohovic, coordenador de ajuda para a cidade de Kosice, no leste da Eslováquia.
As forças ucranianas estão na ofensiva nos últimos meses, ao mesmo tempo em que a Rússia está se reagrupando para defender áreas da Ucrânia que ainda ocupa, tendo convocado centenas de milhares de reservistas no mês passado.
Zelenskiy disse que suas forças não cederiam “um único centímetro” em batalhas pela região leste ucraniana de Donetsk, enquanto autoridades instaladas pela Rússia disseram que as forças ucranianas estavam se movendo para uma cidade do sul com tanques.
Os pontos centrais do conflito na região industrial de Donetsk estão em torno das cidades de Bakhmut, Soledar e Avdiivka, que têm registrado os combates mais pesados desde que as forças russas invadiram a Ucrânia no final de fevereiro.
“A atividade dos ocupantes permanece em um nível extremamente alto – dezenas de ataques todos os dias”, disse Zelenskiy em seu discurso noturno em vídeo na terça-feira.
“Eles estão sofrendo perdas extraordinariamente altas. Mas a ordem continua a mesma – avançar na fronteira administrativa da região de Donetsk. Não cederemos um único centímetro de nossa terra”, declarou ele.
“Reuters”
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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

