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Musk diz que deixará presidência do Twitter assim que encontrar sucessor

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O bilionário Elon Musk disse na noite de terça-feira (20), que deixará o cargo de presidente-executivo do Twitter assim que encontrar um substituto, porém ainda administrará algumas divisões importantes da rede social.

“Vou renunciar ao cargo de presidente-executivo assim que encontrar alguém louco o suficiente para assumir o cargo! Depois disso, vou apenas comandar as equipes de software e servidores”, escreveu Musk no Twitter.

Esta é a primeira vez que Musk menciona deixar o cargo de presidente da plataforma de mídia social, depois que os usuários votaram para que ele renunciasse em uma enquete que o próprio bilionário lançou na noite de domingo.

Na enquete, 57,5% de cerca de 17,5 milhões de usuários votaram “sim”. Musk disse no domingo que aceitaria os resultados. Ele não deu um prazo para quando deixará o cargo e nenhum sucessor foi nomeado.

Os resultados da pesquisa encerraram uma semana turbulenta que incluiu mudanças na política de privacidade do Twitter e a suspensão – e restabelecimento – de contas de jornalistas, em uma atitude condenada por organizações de notícias, entidades da sociedade civil e autoridades europeias.

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Os pedidos em Wall Street para a renúncia de Musk vinham crescendo há semanas e, recentemente, até os acionistas da Tesla questionaram seu foco na rede social e como isso pode distraí-lo do comando da fabricante de veículos elétricos.

O próprio Musk disse que tinha muito com o que lidar e que iria procurar um presidente-executivo para o Twitter. Ele afirmou no domingo, porém, que não havia sucessor e que “ninguém quer o trabalho que pode realmente manter o Twitter vivo”.

“Reuters”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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