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McDonald’s anuncia saída permanente da Rússia
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Depois de fechar temporariamente os 850 restaurantes na Rússia, o McDonald’s anunciou nesta 2ª feira (16.mai.2022) que venderá o portfólio de restaurante no país. Segundo a mensagem do CEO da rede de fast food, Chris Kempczinski, o contexto da invasão russa na Ucrânia vai contra os valores da empresa e impossibilita o funcionamento dos restaurantes na Rússia.
“McDonald’s e Rússia tornaram-se tão interligados que parece impossível imaginar um sem o outro. E, no entanto, infelizmente, é onde estamos hoje”, diz trecho do comunicado.
Poucos dias depois do início do conflito na Ucrânia, a rede de fast food anunciou o fechamento temporário dos 850 restaurantes no país. Entretanto, a empresa continuou pagando seus 62.000 funcionários no país.
No comunicado divulgado nesta 2ª feira, o McDonald’s anunciou que irá vender todos os restaurantes no país. Os restaurantes não poderão mais utilizar o nome “McDonald’s” e nem servirão o cardápio da rede. “Os Arcos Dourados não brilharão mais na Rússia”, diz Kempczinski.
Apesar de não oferecer informações sobre a venda, a empresa diz que busca um comprador russo que mantenha os 62.000 funcionários.
Segundo a Associated Press, o McDonald’s espera um prejuízo entre US$ 1,2 e US$ 1,4 bilhão com os fechamentos. Os restaurantes da empresa na Rússia e na Ucrânia contribuíram com 9% de sua receita anual, cerca de US$ 2 bilhões.
A rede completou, em janeiro deste ano, 32 anos de existência na capital russa, Moscou. A abertura da 1ª loja no país foi em 31 de janeiro de 1990, um ano antes da dissolução oficial da União Soviética, em 26 de dezembro de 1991. O CEO da empresa lembrou a abertura do 1º restaurante no país.
“Por 3 décadas, nossa presença na Rússia inspirou ditados que iam além da nossa comida — da “diplomacia do hambúrguer” à “teoria da paz do McDonald’s” — e incorporavam o propósito e o impacto maiores que marcas como a nossa podem ter no mundo”, disse.
“EBC”
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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

