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Israel pede que civis deixem Cidade de Gaza enquanto militares acumulam tanques

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As Forças Armadas de Israel pediram nesta sexta-feira que todos os civis da Cidade de Gaza, com mais de 1 milhão de habitantes, se mudem para o sul dentro de 24 horas, enquanto acumulavam tanques para uma esperada invasão terrestre em resposta a um ataque devastador do grupo militante Hamas.

A Organização das Nações Unidas disse que a retirada de todos é impossível com o corte do fornecimento de energia e a escassez de alimentos e água no enclave palestino após uma semana de ataques aéreos e um bloqueio israelense total.

Importantes autoridades dos Estados Unidos se dirigiram para conversações urgentes em Israel e em outros países, em meio a temores de que o conflito possa se espalhar, com o Irã alertando sobre uma resposta de seus aliados, que incluem o Hamas e o Hezbollah no Líbano.

Protestos pró-palestinos foram planejados em todo o mundo e, em alguns lugares, as comunidades judaicas temiam que pudessem ser alvo de ataques após operação sem precedentes do Hamas no fim de semana em Israel, que mataram mais de 1.300 pessoas, a maioria civis.

“Estamos prontos para participar da luta e livrar os palestinos das atrocidades israelenses”, disse Muntadhar Kareem, 25 anos, um professor entre milhares de iraquianos que protestavam em Bagdá.

As Forças Armadas israelenses prometeram operar de forma “significativa” nos próximos dias, um dia depois que o ministro da Defesa, Yoav Gallant, disse que “agora é hora de guerra”.

“Civis da Cidade de Gaza, saiam para o sul para sua própria segurança e a segurança de suas famílias e se distanciem dos terroristas do Hamas que os estão usando como escudos humanos”, disseram os militares, acusando o Hamas de se esconder em prédios civis.

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Um representante do Hamas pediu aos cidadãos que não caíssem no que chamou de “propaganda falsa” e havia poucos sinais de civis saindo na manhã de sexta-feira.

O enviado palestino ao Japão acusou os israelenses de tentar destruir completamente Gaza, onde mais de 1.500 palestinos já foram mortos em ataques de retaliação.

Grande parte da população é descendente de refugiados que fugiram ou foram expulsos de seus lares em Israel em sua fundação, em 1948.

“Hoje, Israel está repetindo isso diante dos olhos do mundo”, disse à Reuters o analista de Gaza Talal Okal.

Israel diz que o terrível ataque aos seus civis significa que deve aniquilar o grupo militante e que os outros precisam sair do caminho. Os túneis do Hamas, os complexos militares, as residências dos membros da alta cúpula e os depósitos de armas estavam entre os 750 alvos militares atingidos durante a noite.

A ala militar do Hamas disse que os últimos ataques aéreos mataram 13 pessoas entre as dezenas que capturou de Israel e que, em resposta, disparou 150 foguetes contra Israel.

As Nações Unidas disseram que o pedido de Israel para que os civis de Gaza saiam não poderia acontecer “sem consequências humanitárias devastadoras”, provocando uma repreensão de Israel, que disse que deveria condenar o Hamas e apoiar o direito de autodefesa de Israel.

Uma invasão terrestre da estreita e densamente povoada Faixa de Gaza, onde vivem 2,3 milhões de pessoas, representa um sério risco, com o Hamas ameaçando matar seus reféns.

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Horas após o pedido de retirada israelense, não havia sinais de que as pessoas estivessem deixando a Cidade de Gaza, onde dezenas se reuniram no Hospital al-Shifa, prometendo permanecer no local.

Os palestinos nas áreas sul e central do enclave, para onde se esperava que as pessoas fugissem, disseram que os ataques aéreos atingiram essas áreas durante a noite, e as partes centrais também foram atingidas na manhã de sexta-feira. Não houve nenhum comentário imediato de Israel.

O escritório humanitário da ONU (OCHA) disse que mais de 400.000 pessoas haviam fugido de suas casas em Gaza e que 23 trabalhadores humanitários morreram. “O deslocamento em massa continua”, afirmou.

A agência de refugiados palestinos da ONU (UNRWA) disse que havia transferido seu centro de operações central e sua equipe internacional para o sul de Gaza e pediu a Israel que poupasse seus abrigos.

Buscando obter apoio para sua resposta, o governo de Israel mostrou ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e aos ministros de Defesa da Otan imagens gráficas de crianças e civis que, segundo eles, o Hamas havia matado em um tumulto no fim de semana em Israel.

“É simplesmente uma depravação da pior forma imaginável”, disse Blinken, juntando-se a outros que pediram a Israel que demonstrasse moderação, ao mesmo tempo em que reiterou o apoio dos Estados Unidos, dizendo: “Nós sempre estaremos ao seu lado”.

“Reuters”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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