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Israel bombardeia sul de Gaza e fome aumenta entre palestinos
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Aviões de guerra e tanques israelenses bombardearam o sul de Gaza durante a noite de segunda (11) e na terça-feira (12), e a ONU disse que a distribuição de ajuda aos habitantes de Gaza, que enfrentam fome crescente, foi interrompida em grande parte devido à intensidade dos combates na guerra de dois meses entre Israel e o Hamas.
Na cidade de Rafah, no sul de Gaza, que faz fronteira com o Egito, autoridades de saúde disseram que 22 pessoas, incluindo crianças, foram mortas em um ataque aéreo israelense contra casas durante a noite. As equipes de emergência civil estavam procurando por mais vítimas sob os escombros.
Moradores disseram que o bombardeio em Rafah, onde o Exército israelense ordenou este mês que as pessoas se dirigissem para sua segurança, foi um dos mais pesados dos últimos dias.
“À noite, não conseguimos dormir por causa dos bombardeios e, pela manhã, percorremos as ruas em busca de comida para as crianças, não há comida”, disse Abu Khalil, de 40 anos, pai de seis filhos, falando à Reuters por telefone de Rafah.
“Não consegui encontrar pão e os preços do arroz, sal e feijão aumentaram várias vezes. Isso é fome”, afirmou ele. “Israel nos mata duas vezes, uma com bombas e outra com a fome.”
Em Khan Younis, a principal cidade do sul de Gaza, os moradores disseram que os bombardeios dos tanques se concentraram no centro da cidade. Um deles afirmou que os tanques estavam operando na manhã de terça-feira na rua onde está localizada a casa de Yahya Al-Sinwar, líder do Hamas em Gaza. Autoridades de saúde disseram que duas pessoas foram mortas durante a noite na cidade.
Centenas de outros civis foram mortos no ataque de Israel ao enclave palestino desde que os Estados Unidos vetaram, na sexta-feira, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia um cessar-fogo.
Agências de ajuda humanitária afirmam que a fome está piorando entre os habitantes de Gaza, com o Programa Mundial de Alimentos da ONU dizendo que metade da população de Gaza está passando fome.
O escritório humanitário da ONU (Ocha) disse na terça-feira que distribuições limitadas de ajuda estavam ocorrendo no distrito de Rafah, mas “no restante da Faixa de Gaza, a distribuição de ajuda foi praticamente interrompida nos últimos dias, devido à intensidade das hostilidades e às restrições de movimento ao longo das estradas principais”.
Os fluxos de ajuda também foram restringidos por escassez de caminhões em Gaza, contínua falta de combustível, apagões nas comunicações e número crescente de funcionários que não podem viajar para a travessia de Rafah com o Egito por causa da intensidade das hostilidades, afirmou.
O porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza Ashraf Al-Qidra disse que as forças israelenses invadiram o hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, na terça-feira, e estavam reunindo homens, incluindo a equipe médica, no pátio do hospital.
As Forças Armadas de Israel não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre o relato.
Israel diz que suas instruções para que as pessoas se desloquem estão entre as medidas que está tomando para proteger os civis, enquanto tenta erradicar os militantes do Hamas que mataram 1.200 pessoas e fizeram 240 reféns em um ataque transfronteiriço a Israel em 7 de outubro, de acordo com os registros israelenses. Cerca de 100 reféns foram libertados desde então.
O ataque retaliatório de Israel matou 18.205 pessoas e feriu quase 50.000, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
“Reuters”
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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

