Sul-coreana Cha Sa-Soon gastou cerca de R$70 mil em tentativas que começaram em 2005
Idosa consegue tirar carteira de habilitação após 960 tentativas
INTERNACIONAL
Cha Sa-soon é uma idosa moradora da cidade de Wanju, na Coreia do Sul. Em 2005 ela tentou, pela primeira vez, a prova teórica para tirar a carteira de habilitação. Depois de ser reprovada, continuou fazendo todos os dias, cinco dias por semana, durante três anos, com um total de 950 tentativas nesse período até conseguir passar.
No exame prático de direção, já em 2010, Sa-soon, com 69 anos na época, teve melhor aproveitamento e conseguiu ser aprovada após dez tentativas, somando 960 testes e um custo total de cerca de R$70 mil.
O instrutor de direção na Jeonbuk Driving School disse que se sentiu aliviado quando Cha Sa-soon finalmente conseguiu a carteira. “Quando ela finalmente conseguiu sua licença, todos nós saímos torcendo e a abraçando, dando-lhe flores. Parecia um fardo enorme caindo de nossas costas. Não tivemos coragem de dizer a ela para desistir porque ela continuava falhando”, contou.
Persistência na habilitação era para abrir negócio próprio
Embora a luta tenha sido exaustiva, a mulher não desistiu porque precisava da licença para colocar em prática o seu negócio de venda de vegetais e também levar os netos para o zoológico. Cha Sa-soon, que agora tem 83 anos, contou ao New York Times que estudar para os testes “era como ir à escola”.
Celebridade
O caso teve ampla repercussão no país asiático. A determinação da idosa a transformou numa celebridade local e inspirou outras pessoas que estavam a ter dificuldades em tirar a carteira.
Em 2010 sul-coreana ganhou um carro no valor de 13 mil euros (R$72.930) da Hyundai. A marca também a convidou para ser a protagonista de uma publicidade da empresa.
Treze anos depois da história ter ficado conhecida, o caso voltou a surgir, na plataforma Reddit, criando uma onda de compartilhamento por parte dos internautas que destacam a persistência de nunca desistir dos objetivos.
“Folhape”
INTERNACIONAL
Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

