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Guiana e Venezuela vão discutir conflito sobre Essequibo
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deve se reunir nesta quinta-feira (14) em São Vicente e Granadinas com o presidente da Guiana, Irfaan Ali, em mio a altas tensões sobre a disputa envolvendo a área de fronteira de Essequibo, potencialmente rica em petróleo.
O presidente Lula destacou Celso Amorim para acompanhar o encontro.
O desacordo sobre a região de selva, com 160 mil Km², existe há décadas, porém a Venezuela reativou sua reivindicação, incluindo áreas Offshore nos últimos anos., após grandes descobertas de petróleo e gás na região.
A disputa da Venezuela está sendo julgada pela Corte Internacional de Justiça, embora uma decisão final possa demorar anos. Os eleitores da Venezuela rejeitaram este mês a jurisdição do tribunal e apoiaram, em plebiscito a criação de novo estado.
A Guiana questionou a participação na votação e disse que sua fronteira terrestre não está em discussão. Analistas políticos em Caracas consideram o plebiscito uma tentativa de Maduro de avaliar o apoio ao seu governo antes das eleições presidenciais de 2024, e não um primeiro passo para invasão.
O primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, que também atua como presidente pro tempore da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), deve ser o anfitrião da reunião, que ele anunciou no fim de semana.
“Esperamos conseguir um relaxamento das tensões e diminuir a agressividade do discurso da Guiana”, disse o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, a jornalistas no início desta semana, reiterando os comentários de Maduro e seus aliados de que a votação lhes deu um mandato para controlar Essequibo.
“Reuters”
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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita
Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.
A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.
O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.
Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.
O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.
A CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.
A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.
Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.
A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.
“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.
A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.
A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.
Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.
“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

