Empresa teria direcionado ilegalmente dezenas de anúncios de contratação de empresas a pessoas de um determinado gênero e faixa etária

Facebook é acusado de priorizar público-alvo em anúncios de emprego na rede social

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A Meta (M1TA34) direcionou ilegalmente dezenas de anúncios de contratação de empresas de transporte rodoviário e outras áreas principalmente a pessoas de um gênero ou faixa etária, alegou um grupo de caminhoneiras em reclamação nos Estados Unidos nesta quinta-feira, citando os próprios dados da gigante da mídia social.

Em junho, a Meta disse que planejava introduzir um “sistema de redução de variação” em seus algoritmos para garantir que os anúncios de habitação e emprego alcançassem públicos diversos em termos de idade e gênero.

As novas alegações ressaltam os problemas que o planejado sistema da Meta prometeu combater. A empresa disse nesta quinta-feira que estava analisando a reclamação e não forneceu comentários imediatos sobre a acusação ou o status das mudanças idealizadas.

“O Facebook é um dos principais recursos para essas oportunidades de vida — as consequências desse tipo de discriminação são de longo alcance”, disse Mitra Ebadolahi, diretora sênior de projetos da Upturn, um grupo de advocacia que representa a entidade Mulheres Reais no Setor de Caminhões em sua acusação junto à agência governamental Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego.

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A reclamação da entidade lista cerca de 80 anúncios do arquivo público da Meta que mostram audiências distorcidas.

Em um exemplo, um empregador em busca de motoristas de caminhão na Carolina do Norte atingiu um público que era 5% feminino e 11% com 55 anos ou mais.

“As mulheres são 54% das pessoas no Facebook interessadas em procurar emprego. Pessoas com 55 anos ou mais são 28%”, disse Peter Romer-Friedman, diretor do escritório de advocacia Gupta Wessler, representando o Mulheres Reais no Setor de Caminhões.

“Não há razão para que os anúncios de emprego sejam enviados para uma fração desses números rotineiramente”, disse ele.

A acusação cita três anúncios para os quais a Meta permitiu que os anunciantes selecionassem públicos com restrição de idade, uma opção que prometeu bloquear para ofertas de emprego em 2019.

Se a Meta está lutando para identificar anúncios de emprego, também pode enfrentar dificuldades para aplicar as planejadas reduções de variação, disse Romer-Friedman.

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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