Luta pela pequena cidade industrial é crucial no Leste do país

Combates de rua se intensificam por controle da cidade de Sievierodone

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Tropas ucranianas enfrentaram russos pelas ruas da cidade devastada de Sievierodonetsk nesta terça-feira (7), tentando manter os ganhos de uma contraofensiva-surpresa que reverteu o ímpeto em uma das batalhas terrestres mais sangrentas da guerra na Ucrânia.

A luta pela pequena cidade industrial é crucial no Leste do país, com a Rússia concentrando seu poder ofensivo na região, na esperança de alcançar um dos objetivos de guerra declarados – capturar totalmente a província de Luhansk, em nome de separatistas pró-Moscou.

Depois de se retirar de quase toda a cidade diante do avanço russo, as forças ucranianas realizaram um contra-ataque surpresa na última semana, expulsando os russos de uma faixa do centro da cidade. Desde então, os dois Exércitos se enfrentam em avenidas, ambos alegando ter infligido grandes baixas ao inimigo.

“Nossos heróis não estão desistindo de suas posições em Sievierodonetsk”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, em discurso por vídeo durante a noite, descrevendo os violentos combates de rua na cidade. Mais cedo, ele afirmou a repórteres que os ucranianos estavam em menor número, mas ainda tinham “todas as chances” de revidar.

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Antes da contraofensiva da Ucrânia, a Rússia parecia à beira de cercar as forças ucranianas na província de Luhansk, rompendo a estrada principal para Sievierodonetsk e sua cidade gêmea Lysychansk, por meio do Rio Siverskiy Donets.

Após a contraofensiva, Zelenskiy fez uma visita de surpresa a Lysychansk no domingo (5), demonstrando pessoalmente que Kiev ainda tinha rota aberta para o reduto de suas tropas.

O Ministério da Defesa da Ucrânia disse que a Rússia está lançando tropas e equipamentos em sua tentativa de capturar Sievierodonetsk. O governador de Luhansk, Serhiy Gaidai, declarou que a situação piorou desde que os defensores ucranianos repeliram os russos no fim de semana.

Luhansk e a província vizinha de Donetsk, conhecidas como Donbas, tornaram-se o foco principal da Rússia desde que suas forças foram derrotadas nos arredores de Kiev, em março, e afastadas da segunda maior cidade, Kharkiv, no mês passado.

A Rússia vem pressionando de três direções principais – leste, norte e sul – para tentar cercar os ucranianos em Donbas. O país fez progressos lentamente, mas não conseguiu dar um golpe decisivo ou cercar os ucranianos.

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Em sua atualização noturna, os militares ucranianos disseram que dois civis foram mortos em bombardeios russos em Donbas, e que as forças russas dispararam contra mais de 20 comunidades, usando artilharia e ataques aéreos.

Em Druzhkivka, no bolsão ucraniano da província de Donetsk, moradores reviravam os destroços de casas destruídas pelo último bombardeio.

“Por favor, ajudem, precisamos de materiais para o telhado, para a casa, há pessoas sem abrigo”, gritou Nelya, do lado de fora de sua casa, onde o telhado foi destruído. “Minha sobrinha tem dois filhos pequenos, ela teve que cobrir um de seus filhos com o próprio corpo.”

“EBC”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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