Guerra em Donbas é mais crítica em cidades-gêmeas do leste ucraniano

Ucrânia busca adesão à UE; batalhas em Donbas atingem “clímax temível”

Publicado em

INTERNACIONAL

A Ucrânia será aceita como candidata a se juntar à União Europeia, nesta quinta-feira (23), medida que elevará o moral do país, conforme a batalha com tropas russas por duas cidades no leste ucraniano atingir o que uma autoridade chamou de “clímax temível”.

Embora a aprovação do pedido do governo de Kiev pelos líderes da UE reunidos em Bruxelas seja apenas o começo do que será um processo de anos, isso marca uma enorme mudança geopolítica e irritará a Rússia.

Sexta-feira marcará quatro meses desde que o presidente russo, Vladimir Putin, enviou tropas através da fronteira, no que ele chama de “operação militar especial” necessária, em parte pela invasão ocidental, no que a Rússia vê como sua esfera de influência.

O conflito, que o Ocidente classifica como uma guerra de agressão injustificada da Rússia, matou milhares, deslocou milhões e destruiu cidades, além de ter implicações em grande parte do mundo à medida que as exportações de alimentos e energia foram reduzidas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, pediu aos aliados de seu país que acelerem o envio de armas pesadas para se igualar à Rússia no campo de batalha.

Leia Também:  Em disputa por chave de caminhonete, homem esfaqueia colega em MT

“Precisamos libertar nossa terra e alcançar a vitória, mas mais rapidamente, muito mais rapidamente”, disse Zelenskiy, em um discurso em vídeo, nesta quinta-feira.

Os ataques aéreos e de artilharia maciços de Moscou visam destruir toda a região de Donbas, afirmou.

A Rússia concentrou sua campanha no sul e no leste da Ucrânia depois que seu avanço sobre a capital Kiev, nos estágios iniciais do conflito, foi frustrado pela obstinada resistência ucraniana.

A guerra em Donbas – coração industrial da Ucrânia – é mais crítica nas cidades-gêmeas de Sievierodonetsk e Lysychansk, que ficam em lados opostos do rio Siverskyi Donets, na província de Luhansk.

A batalha lá está “entrando em uma espécie de clímax temível”, disse Oleksiy Arestovych, conselheiro de Zelenskiy.

As forças ucranianas estavam defendendo Sievierodonetsk e os assentamentos próximos de Zolote e Vovchoyrovka, afirmou o governador de Luhansk, Serhiy Gaidai, na quinta-feira, mas as forças russas capturaram Loskutivka e Rai-Oleksandrivka ao sul.

Centenas de civis estão presos em uma fábrica de produtos químicos em Sievierodonetsk, enquanto a Ucrânia e a Rússia disputam quem controla a cidade bombardeada.

Leia Também:  As crianças que estão morrendo de inanição em Gaza

Moscou diz que as forças ucranianas na cidade estão cercadas e encurraladas. Mas Gaidai disse à televisão ucraniana, na quarta-feira, que as forças russas não tinham controle total de Sievierodonetsk.

“EBC”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

INTERNACIONAL

Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

Publicados

em

Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

Leia Também:  Exportações de carne de frango crescem 0,9% em maio

O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

Leia Também:  Polícia detém suspeito de tiroteio nos Estados Unidos

A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA