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Ataque aéreo israelense mata 50 em campo de refugiados de Gaza, diz diretor de hospital

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 Israel disse que suas forças lutaram contra homens armados do Hamas dentro da vasta rede de túneis dos militantes sob Gaza, enquanto um diretor de hospital afirmou que mais de 50 palestinos foram mortos em um ataque aéreo israelense contra um campo de refugiados no enclave sitiado.

À medida que a batalha dentro do território palestino governado pelo Hamas se intensifica, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou apelos internacionais para a suspensão dos combates.

Mas a ONU e outras autoridades humanitárias alertaram que uma catástrofe de saúde pública estava envolvendo os civis em Gaza, com os hospitais em dificuldades para lidar com o aumento das vítimas e com a escassez de alimentos, medicamentos, água potável e combustível.

O diretor do Hospital Indonésio de Gaza disse à Al Jazeera que mais de 50 palestinos foram mortos e 150 ficaram feridos em ataques aéreos israelenses em uma área densamente povoada do campo de refugiados de Jabalia, no norte de Gaza.

Não houve comentários imediatos dos militares israelenses.

Os túneis são um objetivo primordial para Israel, que expande as operações terrestres dentro de Gaza para eliminar o Hamas, que governa Gaza, após seu ataque mortal ao sul de Israel há três semanas.

“No último dia, as IDF (Forças de Defesa de Israel) juntas atingiram aproximadamente 300 alvos, incluindo mísseis antitanque e postos de lançamento de foguetes abaixo de poços, bem como complexos militares dentro de túneis subterrâneos pertencentes à organização terrorista Hamas”, disseram os militares israelenses em um comunicado.

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Os militantes responderam com mísseis antitanque e tiros de metralhadora, acrescentaram.

“Os soldados mataram terroristas e direcionaram as forças aéreas para ataques contra alvos e infraestruturas terroristas”, disseram os militares israelenses.

O Hamas afirmou em comunicado que os seus combatentes estavam envolvidos em batalhas ferozes com as forças terrestres israelenses, que estavam sofrendo perdas. “A ocupação está empurrando os soldados para a orgulhosa Gaza, que será sempre o cemitério dos invasores”, disse o Hamas.

As forças israelenses também bombardearam Gaza durante a noite em ataques aéreos, marítimos e terrestres, atingindo áreas do noroeste do enclave costeiro onde as tropas israelenses estavam operando em terra, disseram testemunhas na terça-feira.

Testemunhas disseram que as forças israelenses atacaram a principal estrada norte-sul de Gaza na segunda-feira e atingiram a Cidade de Gaza em duas direções. Israel afirmou que suas tropas libertaram uma soldado do cativeiro do Hamas.

Até o momento, o grupo islâmico libertou quatro civis dos 240 reféns que, segundo Israel, foram capturados nos ataques de 7 de outubro, nos quais cerca de 1.400 pessoas foram mortas. Acredita-se que muitos dos reféns estejam presos nos túneis.

Autoridades de saúde de Gaza afirmam que 8.525 pessoas, incluindo 3.542 menores de idade, foram mortas em ataques israelenses desde 7 de outubro. Autoridades da ONU dizem que mais de 1,4 milhão da população civil de Gaza, de cerca de 2,3 milhões de pessoas, ficaram desabrigadas.

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A Reuters não conseguiu verificar de forma independente o número de vítimas.

As Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, disseram que os militantes entraram em confronto na madrugada de terça-feira com as forças israelenses que invadiram o sul de Gaza. Quatro veículos foram alvejados com mísseis al-Yassin 105, disse, referindo-se a mísseis antitanque produzidos localmente.

Os militantes também dispararam contra dois tanques e escavadeiras israelenses no noroeste de Gaza, segundo o al-Qassam. Em Beit Hanoun, no nordeste, eles “liquidaram” uma unidade israelense que foi emboscada quando entrava em um prédio.

A Reuters não conseguiu confirmar os relatos de combates. Os militares israelenses não fizeram comentários imediatos sobre os relatos do Hamas.

O crescente número de mortos atraiu apelos dos Estados Unidos, principal aliado de Israel, de outros países e da ONU para uma pausa nos combates, a fim de permitir que mais ajuda humanitária chegue ao enclave sitiado, onde há escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos.

Netanyahu disse na segunda-feira que Israel não concordaria com a cessação das hostilidades e prosseguiria com seus planos de eliminar o Hamas.

“Os pedidos de cessar-fogo são pedidos para que Israel se renda ao Hamas, se renda ao terrorismo, se renda à barbárie. Isso não acontecerá”, disse Netanyahu em comentários televisionados.

“Reuters”

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Chefe da União Europeia tem GPS de avião bloqueado e Rússia é suspeita

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Líder do bloco pousou em segurança ma Bulgária; pilotos tiveram que usar mapas de papel para achar lugar da aterrissagem

Ivana Kottasová, da CNN
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado
Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem GPS de avião bloqueado  • Reprodução/Reuters

Um avião que transportava a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi alvo de interferência no sistema de navegação GPS, enquanto tentava pousar na Bulgária no domingo (31), informou um porta-voz da comissão à CNN.

A comitiva recebeu “informações das autoridades búlgaras de que suspeitam que essa interferência flagrante tenha sido realizada pela Rússia”, disse o porta-voz.

O avião pousou em segurança, disse o porta-voz. Uma fonte familiarizada com a situação disse à CNN que os pilotos pousaram o avião usando mapas de papel.

Von der Leyen e a comissão têm sido firmes apoiadores da Ucrânia enquanto Kiev tenta se defender da agressão não provocada da Rússia. Ela foi uma das líderes europeias que participaram da cúpula do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Ucrânia na semana passada e tem instado consistentemente os Estados-membros da UE a alocarem mais recursos para ajudar a Ucrânia.

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O incidente ocorreu enquanto ela visitava os Estados-membros na parte oriental do bloco para angariar apoio à Ucrânia. “Este incidente ressalta a urgência da atual viagem da presidente aos Estados-membros da linha de frente, onde ela viu em primeira mão as ameaças diárias da Rússia e seus representantes”, disse o porta-voz da comissão à CNN.

CNN entrou em contato com as autoridades búlgaras para obter comentários e solicitou que a Rússia comentasse as alegações.

A interferência do GPS que causa interrupções em voos e tráfego marítimo está há muito tempo entre as ferramentas do arsenal de guerra híbrida da Rússia.

Autoridades dos países escandinavos e bálticos têm afirmado repetidamente que a Rússia vem bloqueando regularmente o sinal de GPS na região. Após uma equipe de pesquisadores na Polônia e na Alemanha estudarem minuciosamente as interferências de GPS por um período de seis meses a partir de junho de 2024, eles também concluíram que a Rússia era a responsável, e que Moscou estava usando uma frota paralela de navios e seu enclave de Kaliningrado para isso.

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A União Europeia já havia sancionado diversas entidades e indivíduos ligados a Estados russos por estarem por trás de incidentes de interferência.

“Isso reforçará ainda mais nosso compromisso inabalável de aumentar nossas capacidades de defesa e o apoio à Ucrânia”, acrescentou o porta-voz.

A viagem à Bulgária fez parte da visita de von der Leyen a vários Estados da União Europeia que fazem fronteira com a Rússia, a Bielorrússia e o Mar Negro.

A viagem teve como objetivo mostrar força e união enquanto a Rússia continua atacando cidades ucranianas e sabotando qualquer tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.

A presidente visitou a Letônia e a Finlândia na sexta-feira (29), a Estônia no sábado e a Polônia e a Bulgária no domingo. Ela completou a viagem na segunda-feira (1º), visitando a Lituânia e a Romênia.

Em discurso na capital búlgara logo após o incidente aéreo, mas antes que se tornasse público, von der Leyen disse que a Europa precisava “manter o senso de urgência”.

“(O presidente russo Vladimir) Putin não mudou e não mudará. Ele é um predador. Ele só pode ser controlado por meio de uma forte dissuasão”, disse ela.

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