O Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse que a Rússia lançou mais de 900 mísseis desde o início de sua operação militar na Ucrânia.
Segundo o Pentágono, a Rússia está atacando violentamente os centros populacionais da Ucrânia
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Na segunda-feira, um funcionário sênior do Pentágono disse à imprensa que as forças da Rússia estariam tentando subjugar centros populacionais “com mais violência ainda, usando mais e mais tiros de longo alcance, que são indiscriminados em termos do que estão atingindo.”
O funcionário referia-se aos bombardeios aéreos de domingo a uma instalação militar da Ucrânia localizada no oeste do país, perto da fronteira com a Polônia. Segundo o funcionário, pelo menos sete estruturas foram danificadas, e o ataque foi feito a partir do espaço aéreo russo. Segundo relatos, dezenas de mísseis de cruzeiro lançados do ar foram utilizados no ataque.
O Ministério da Defesa da Rússia havia dito, anteriormente, que entre os alvos encontrava-se uma estrutura que abrigava um grande arsenal de armas e equipamentos militares estrangeiros. Contudo, o funcionário do Pentágono observou que a instalação não tinha sido utilizada para armazenar os carregamentos de assistência de segurança enviados pelos Estados Unidos à Ucrânia. O funcionário acrescentou que o ataque não teria atingido nenhum material enviado por Washington.
O funcionário do Pentágono disse ainda que as forças da Rússia não fizeram muito progresso ao longo do fim de semana. Segundo ele, “quase todos os avanços da Rússia continuam paralizados”, atribuindo a situação à resistência das forças ucranianas.
“nhk”
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O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?
Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.
Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.
O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.
A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.
Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.
Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.
Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.
Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.
A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.
O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

