Ele se referiu ao conflito como "agressão armada inaceitável"

Papa chama guerra na Ucrânia de “abuso perverso de poder”

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GUERRA

Por Philip Pullella.

O papa Francisco intensificou críticas implícitas à Rússia e chamou a guerra na Ucrânia de “abuso perverso de poder”, realizado por interesses sectários que condenam pessoas indefesas à violência.

O papa não citou a Rússia em suas condenações, mas usou frases como “agressão armada inaceitável” para expressar seu ponto de vista. Nesta sexta-feira, ele falou em “povo defendendo sua terra” e escapando de bombardeios.

“A tragédia da guerra, que está ocorrendo no coração da Europa, tem nos deixado atordoados”, disse Francisco, acrescentando que poucas pessoas imaginariam cenas semelhantes às duas guerras mundiais do século 20.

Sua mais recente condenação veio em mensagem para uma conferência da Igreja Católica em Bratislava, capital da Eslováquia, país que faz fronteira com a Ucrânia e que abriu suas portas a refugiados.

“Mais uma vez, a humanidade é ameaçada por abuso perverso de poder e interesses sectários, que condenam pessoas indefesas a sofrer toda forma de violência brutal”, disse.

“O sangue e as lágrimas das crianças, o sofrimento de mulheres e homens que defendem suas terras ou fogem dos bombardeios abalam nossa consciência”, afirmou o papa.

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Moscou chama a ação de “operação militar especial” projetada não para ocupar território, mas para desmilitarizar e “desnazificar” o país vizinho.

Francisco rejeitou esse termo, dizendo anteriormente que não poderia ser considerada “apenas operação militar“, mas uma guerra que desencadeou “rios de sangue e lágrimas”.

“EBC”

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O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?

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Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.

Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.

O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.

A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.

Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.

Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.

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Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.

Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.

A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.

O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

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