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Israel pode permitir que 150.000 habitantes de Gaza retornem ao norte em trégua, dizem autoridades

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Por James Mackenzie

Em negociações no Egito sobre um cessar-fogo na guerra em Gaza, Israel concordou com concessões sobre o retorno dos palestinos para o norte do enclave, mas acredita que o grupo islâmico Hamas não quer chegar a um acordo, disseram autoridades israelenses nesta quarta-feira.

Duas autoridades com conhecimento das negociações disseram que, de acordo com uma proposta dos Estados Unidos para uma trégua, Israel permitiria o retorno de 150.000 palestinos para o norte de Gaza sem verificações de segurança.

Em troca, segundo elas, o Hamas teria que fornecer uma lista de reféns do sexo feminino, idosos e doentes que ainda mantém vivos.

O gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu não quis comentar. O Hamas disse na terça-feira que a mais recente proposta aprovada pelos mediadores do Egito e do Catar não atendia às suas exigências, mas que a estudaria melhor antes de responder.

A avaliação de Israel é que o Hamas ainda não quer chegar a um acordo, disseram as duas autoridades israelenses.

No sétimo mês da guerra, o Hamas quer o fim da ofensiva militar israelense, a retirada das forças israelenses de Gaza e a permissão para que os palestinos deslocados voltem para casa.

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O país afirma que não encerrará a guerra até que o Hamas não controle mais Gaza ou ameace Israel militarmente.

Mais de 33.000 palestinos foram mortos desde o início da ofensiva israelense, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, com a maior parte dos 2,3 milhões de habitantes deslocados e grande parte do enclave devastado.

Israel retirou a maior parte das forças terrestres do sul de Gaza nesta semana, após meses de combates, mas ainda diz que planeja lançar um ataque a Rafah, na fronteira sul do enclave com o Egito, onde mais da metade dos habitantes de Gaza estão abrigados.

Netanyahu disse que os civis serão retirados de Rafah antes que as forças israelenses persigam os militantes remanescentes do Hamas no local, mas essa promessa pouco tem feito para acalmar o alarme internacional.

A guerra começou quando o Hamas liderou um ataque ao sul de Israel, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 253 foram feitas reféns. Cerca de 130 ainda estão sendo mantidos em Gaza, segundo Israel.

O objetivo imediato de Israel é garantir a libertação dos reféns capturados pelo Hamas em seu ataque transfronteiriço de 7 de outubro.

Leia Também:  O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?

O país afirma que não encerrará a guerra até que o Hamas não controle mais Gaza ou ameace Israel militarmente.

Mais de 33.000 palestinos foram mortos desde o início da ofensiva israelense, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, com a maior parte dos 2,3 milhões de habitantes deslocados e grande parte do enclave devastado.

Israel retirou a maior parte das forças terrestres do sul de Gaza nesta semana, após meses de combates, mas ainda diz que planeja lançar um ataque a Rafah, na fronteira sul do enclave com o Egito, onde mais da metade dos habitantes de Gaza estão abrigados.

Netanyahu disse que os civis serão retirados de Rafah antes que as forças israelenses persigam os militantes remanescentes do Hamas no local, mas essa promessa pouco tem feito para acalmar o alarme internacional.

A guerra começou quando o Hamas liderou um ataque ao sul de Israel, no qual 1.200 pessoas foram mortas e 253 foram feitas reféns. Cerca de 130 ainda estão sendo mantidos em Gaza, segundo Israel.

“Reuters”

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O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?

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Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.

Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.

O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.

A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.

Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.

Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.

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Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.

Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.

A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.

O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

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