Governo russo respondeu afirmando que esta é uma "retórica inaceitável e imperdoável"

Biden chama Putin de “criminoso de guerra”; Kremlin diz que fala é “inaceitável”

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GUERRA

Por Sam Fossum e Kevin Liptak.

 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chamou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, de “criminoso de guerra” nesta quarta-feira (16), enquanto o ataque à Ucrânia se intensifica.

“Acho que ele é um criminoso de guerra”, disse Biden a repórteres após comentários na Casa Branca.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu à classificação do presidente dos Estados Unidos dizendo que é uma “retórica inaceitável e imperdoável”, de acordo com a agência de notícias Tass.

A designação do presidente norte-americano reflete uma mudança em relação à postura anterior do governo. Autoridades, incluindo Biden, já haviam parado de dizer que crimes de guerra estavam sendo cometidos na Ucrânia, citando investigações em andamento sobre se esse termo poderia ser usado.

Mas os oficiais também deixaram claro que acreditam que “atrocidades estão em andamento” e que o ataque intencional a civis constituiria crimes de guerra.

“As observações do presidente falam por si mesmas”, pontuou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, mais tarde. Ela disse que Biden estava “falando com o coração” e que a investigação no Departamento de Estado sobre crimes de guerra ainda está em andamento.

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Joe Biden inicialmente disse “não” quando perguntado se Putin era um criminoso de guerra, mas imediatamente retornou a um grupo de repórteres para esclarecer a fala. Quando perguntado novamente se Putin era um criminoso de guerra, ele respondeu afirmativamente.

“CNNBrasil”

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O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?

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Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.

Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.

O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.

A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.

Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.

Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.

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Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.

Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.

A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.

O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

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