GUERRA

23º dia de guerra terá conversa entre EUA e China

Publicado em

GUERRA

Por Poder 360.

Os conflitos entre Ucrânia e Rússia entram nesta 6ª feira (18.mar.2022) no 23º dia. Há expectativa de conversa entre os presidentes de Estados Unidos e China – Joe Biden e Xi Jinping, respectivamente – para discutir a posição dos chineses na guerra.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou ser “importante” que exista um alinhamento entre a China e os EUA quanto ao conflito.

  • Zelensky chama Rússia de Estado terrorista

Mísseis atingiram nesta 6ª uma fábrica de reparos de aeronaves em Lviv, nas proximidades do aeroporto da cidade. Segundo o prefeito, Andriy Sadovy, a fábrica foi parada e não houve vítimas.

O Ministério da Defesa do Reino Unido declarou, via Twitter, que “as forças russas fizeram progressos mínimos nesta semana”. Os ucranianos de Kiev e Mykolaiv “continuam a frustrar as tentativas russas de cercar as cidades”. Segundo o órgão, “as cidades de Kharkiv, Chernihiv, Sumy e Mariupol continuam cercadas e sujeitas a bombardeios russos”.

Dados da ONU indicam que quase 3,2 milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia desde 24 de fevereiro, quando as forçar russas invadiram o país. “Este número continuará a aumentar como resultado da contínua agressão russa”, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido.

  • Europa vive maior crise de refugiados desde a 2ª Guerra Mundial

BIDEN

 

Leia Também:  Ataque russo atinge zona comercial de Kiev

O líder dos EUA chamou, na 5ª feira (17.mar), o presidente Vladimir Putin de “ditador assassino”. A declaração foi feita 1 dias depois de Biden dizer a jornalistas que Putin cometeu crimes de guerra.

A Câmara dos Representantes do país atendeu pedido de Biden e aprovou uma lei que suspende as relações comerciais normais permanentes com a Rússia e Belarus. Com apoio bipartidário, a lei recebeu 424 votos favoráveis e 8 contrários e passa para a apreciação do Senado.

Com a medida, os países deixam de ostentar o status de “nação mais favorecida”, perdendo benefícios de isenção de tarifas sobre produtos importados pelos EUA.

 

RÚSSIA

 

O governo russo conseguiu cumprir com suas dívidas e pagou US$ 117 milhões a credores externos na 5ª, trazendo um mínimo “alívio” ao mercado, que via possibilidade de calote por parte da Rússia devido às sanções e bloqueios impostos ao país. Seria o 1º  do país desde a Revolução de 1917.

  • Sanções ferem “máquina de guerra” da Rússia, diz Otan

O embaixador da Rússia no Conselho de Segurança da ONU, Vassily Nebenzia, requisitou o adiamento da votação prevista para a resolução humanitária apresentada pelo país ao organismo.

Leia Também:  Biden chama Putin de “criminoso de guerra”; Kremlin diz que fala é “inaceitável”

Nebenzia solicitou uma nova sessão extraordinária nesta 6ª feira para “discutir a questão dos laboratórios biológicos dos Estados Unidos na Ucrânia”. Segundo o diplomata russo, o Kremlin apresentará documentos inéditos sobre o assunto durante a reunião.

 

CESSAR-FOGO

 

O Kremlin negou a informação de que os representantes russos e ucranianos estariam perto de um acordo para o cessar-fogo na guerra no Leste Europeu.

Não, o trabalho continua [sobre o tema]”, disse o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, falou por telefone na 5ª feira com Putin e reiterou o convite para sediar uma reunião entre o Kremlin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Turquia.

Segundo a Presidência da Turquia, a chamada abordou os últimos desenvolvimentos na guerra Rússia-Ucrânia e a situação humanitária. Erdogan ressaltou que “a declaração de um cessar-fogo duradouro abriria caminho para uma solução de longo prazo” e disse que desejava “sinceramente” que as negociações entre a Rússia e a Ucrânia produzissem “resultados positivos”.

A Turquia sediou a 1ª reunião entre os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Ucrânia desde o início do conflito. O russo Sergey Lavrov e o ucraniano Dmytro Kuleba se reuniram em 10 de março, mas o encontro terminou sem acordos.

 

“MSN”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GUERRA

O que é instalação de Ras Laffan e como ataque do Irã pode prolongar crise?

Publicados

em

Mísseis iranianos atingem instalações em Ras Laffan, interrompendo exportações e pressionando preços internacionais de energia

Em menos de 12 horas, mísseis iranianos atingiram duas vezes a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, causando “danos extensos” a esse importante centro de energia do país. Mas o impacto deve se estender muito além do Oriente Médio.

Operada pela estatal QatarEnergy, Ras Laffan é considerada um dos hubs de gás natural liquefeito (GNL) mais importantes do mundo, reunindo instalações de transporte, processamento e porto.

O Catar responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL – o segundo maior exportador, atrás apenas dos Estados Unidos –, com quase todo o gás saindo de Ras Laffan.

A produção de GNL e outros derivados está suspensa desde o início de março, devido ao fechamento efetivo da estratégica rota de navegação do Estreito de Ormuz.

Os danos significativos às instalações podem atrasar ainda mais a retomada das operações.

Alguns países do sul da Ásia, como Paquistão, Bangladesh e Índia, devem ser os mais afetados, já que dependem do Catar para mais da metade de suas importações de GNL e têm estoques limitados. Mas Ras Laffan também abastece outras partes da Ásia, além de países da Europa e da África, que terão que lidar com possíveis interrupções no fornecimento.

Leia Também:  Autoridades de Kiev negociaram 10 corredores humanitários com a Rússia

Além do GNL, Ras Laffan produz fertilizantes, como ureia e amônia – essenciais para a agricultura – além de enxofre e hélio, gás fundamental na fabricação de chips de computador.

Segundo a QatarEnergy, o hub responde por cerca de 25% da produção mundial de hélio.

A cidade industrial de Ras Laffan fica na ponta nordeste da península do Catar, cerca de 80 quilômetros ao norte de Doha.

O gás processado ali vem de uma grande reserva no Golfo Pérsico compartilhada com o Irã – conhecida como campo North Dome no Catar e South Pars no Irã

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA