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Tiros atingem caminhões de empresa de ex-ministro ligado a Lula em área de bloqueio bolsonarista

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Um comboio de caminhões da Amaggi foi atingido por tiros neste domingo (27), na região de Novo Progresso (PA), onde manifestantes bolsonaristas tentam bloquear estradas. A empresa tem entre os acionistas o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, nome forte do setor e simpático ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O governador do Pará, Helder Barbalho, acompanha o caso.

A Polícia Militar do Pará confirmou a ocorrência e informou que viaturas se deslocaram ao local. Conforme a PM, ninguém ficou ferido pelos disparos. Os policiais não informaram a quantidade exata de veículos alvejados, tampouco se já foram identificados os autores e a motivação dos disparos.

Blairo Maggi. Foto: REUTERS/Adriano MachadoairoBlairo Maggi. Foto: REUTERS/Adriano Machadoairo© Fornecido por Estadão

A reportagem apurou que seriam ao menos seis caminhões atingidos – e que um deles teria ficado sem possibilidade de prosseguir viagem. Segundo policiais, não havia registro de manifestação em andamento na rodovia neste domingo, na altura do KM 150. A reportagem entrou em contato com a Amaggi, que ainda não emitiu posicionamento sobre o caso.

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O governo do Pará entrou em contato com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que citou relatos de tentativas de bloqueios por moradores da Vila Isol, conhecida como “Km Mil”, a cerca de 87 quilômetros do centro de Novo Progresso. A PRF informou ao governo paraense que tem feito rondas no local, inclusive durante a madrugada. A PM do Estado vai dar suporte às rondas.

Além de concentração no entorno de quartéis das Forças Armadas, os protestos de bolsonaristas inconformados com a eleição de Lula continuam a causar tumultos, bloqueios e crimes em estradas de diversas regiões do País nas últimas semanas. A situação é de terror em alguns estados, como Mato Grosso.

A região de Novo Progresso registra conflitos causados por manifestantes que não aceitam a derrota do presidente Jair Bolsonaro nas urnas. Nesta semana, foram presos seis suspeitos de participarem de ataque a tiros a agentes da PRF em Novo Progresso, no dia 7 de novembro, durante operação para desobstruir um trecho da BR-163.

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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