Ricardo quer que as crianças se sintam incentivadas a continuar a estudar.

Sozinho, pai constrói ponto de ônibus para os 2 filhos e colegas se protegerem do Sol em MG

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Ao se deparar com a situação do local, Ricardo decidiu capinar e colocar três bancos no ponto de ônibus que seus filhos e os colegas usavam todos os dias.

Quando os filhos nascem, passam a ocupar uma posição na vida dos pais e/ou responsáveis que ninguém conseguiria imaginar. A necessidade de proteger, acalentar e cuidar das crianças acaba superando qualquer outro sentimento. Reduzir o sofrimento ou qualquer problema deles ao longo da vida é um desafio da parentalidade.

Não importa a localização geográfica ou a classe econômica, essa urgência de proteção percorre grande parte das relações parentais. Para Ricardo, de 38 anos, melhorar a vida dos filhos sempre foi uma questão, e quando ele se deparou com as crianças aguardando o ônibus num local cheio de entulhos, sem proteção do sol e sem banco, ele sentiu que precisava fazer algo a respeito.

Morador de Brasilândia de Minas, em Minas Gerais, há seis anos, ele construiu sozinho um ponto de ônibus para todos os que pegavam a condução naquele local, mas principalmente seus filhos e os colegas. Segundo reportagem do jornal JP, Ricardo percebeu que a prefeitura não resolveria a questão tão cedo, então decidiu solucionar a questão por conta própria.

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Imagine se deparar com os próprios filhos, dia após dia, enfrentando o sol forte enquanto espera a condução? Nenhum pai ou mãe conseguiria encarar com tranquilidade a questão, mas infelizmente não são todos que têm a possibilidade ou as ferramentas apropriadas para resolver a questão. Ricardo afirma que ver as crianças sob o sol realmente partia seu coração, principalmente porque o ônibus nunca passa em um horário definido.

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Direitos autorais: Reprodução/ Arquivo pessoal

 

Ricardo limpou o local, retirou os lixos e o matagal que atrapalhavam as crianças, e recebeu ajuda de um amigo que trabalha em um ferro-velho, que doou três banquinhos para que pudessem ter onde se sentar. Para o pai, essa atitude pode incentivar as crianças a sempre estudarem, reduzindo as dificuldades que vão encontrar ao longo da vida. As crianças têm 9 e 10 anos. Ele ainda conseguiu demonstrar que seu esforço foi capaz de melhorar a situação para várias pessoas.

As crianças aprendem a partir, principalmente, dos exemplos, e Ricardo usou isso a seu favor, reforçando não apenas para os dois filhos, mas também para os colegas que pegam ônibus no mesmo local, que a educação é extremamente importante e que ele vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar.

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Direitos autorais: Reprodução/ Arquivo pessoal

 

O pai ainda denunciou o poder público local, explicando que a comunidade sempre reclama com a prefeitura, mas que “não tomam atitude”, o que o motivou a resolver o problema sozinho. Mesmo assim, ele explica que limpou a área e instalou os bancos embaixo de uma sombra, mas que precisa melhorar o local, já que em dia de chuva não existe nenhuma proteção adequada.

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Ele explica que já entrou em contato com o amigo do ferro-velho, que lhe ofereceu uma máquina de solda e alguns pedaços de ferro para que as crianças possam se proteger da chuva, oferecendo um local ainda mais apropriado para todos. Essa iniciativa mostra o compromisso comunitário que Ricardo tem, buscando solucionar problemas que afetam não apenas seus filhos, mas várias outras crianças.

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Direitos autorais: Reprodução/ Arquivo pessoal

 

Quantas crianças não teriam continuado estudando se tivessem se deparado com uma pessoa que ajudasse a diminuir os problemas que enfrentavam? Ricardo é mais que um exemplo para a sociedade, é também uma figura que merece respeito, e que deve seguir se envolvendo em todas as questões de sua região, sempre em busca de melhorias.

“O Amor”

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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