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Quem é o 'czar da fronteira' a quem Trump encarregou de fazer maior deportação da história dos EUA

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Quem é o 'czar da fronteira' a quem Trump encarregou de fazer maior deportação da história dos EUA

Quem é o ‘czar da fronteira’ a quem Trump encarregou de fazer maior deportação da história dos EUA

Donald Trump já tem seu “homem forte” para comandar o rígido plano para controle da imigração, promessa de campanha da eleição que ele venceu na semana passada.

Thomas Homan será o responsável pelas políticas de imigração e segurança fronteiriça do governo Trump.

Ao anunciar a nomeação no domingo (08/11), o republicano chamou Homan de seu “czar da fronteira”.

O escolhido por Trump foi policial em Nova York e ex-diretor interino do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês).

Tanto Trump quanto seu indicado tomarão posse em 20 de janeiro.

Fim do Matérias recomendadas

“Tom Homan será responsável por todas as deportações de imigrantes ilegais para o seu país de origem”, disse o presidente eleito.

Homan é conhecido por sua postura de “tolerância zero” em relação à imigração irregular e por seu papel nas polêmicas políticas de imigração do primeiro mandato de Trump.

Durante o seu tempo à frente do ICE, o ex-policial impulsionou medidas de deportação e apoiou a separação de famílias de imigrantes, com o objetivo de dissuadir a travessia ilegal da fronteira.

De policial a chefe em órgão de controle da imigração

A carreira de Homan começou em Nova York, onde trabalhou como policial, antes de ingressar no Serviço de Imigração e Naturalização (INS) em 1984, o precursor do que hoje é o Serviço de Imigração e Execução da Alfândega (ICE).

Nos anos seguintes, Homan ocupou vários cargos na patrulha de fronteira e subiu na hierarquia dentro da estrutura do ICE.

Durante o segundo mandato de Barack Obama, atuou como diretor associado da divisão de deportação do ICE em 2013, uma posição-chave na qual supervisionou um aumento nas expulsões de imigrantes.

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Obama entregou a Homan o mais alto prêmio concedido a funcionários públicos civis nos Estados Unidos.

A eficácia e a dureza das suas ações renderam ao ex-policial o reconhecimento entre aqueles que o viam como um defensor ferrenho da lei, assim como críticas daqueles que consideravam a sua abordagem cruel com os imigrantes.

Em 2017, sob o primeiro governo de Donald Trump, ele foi nomeado diretor interino do ICE. No período de um ano e meio em que ficou no cargo, Homan consolidou-se como uma das figuras mais conhecidas na política de imigração dos EUA.

Legenda da foto,Nomeado por Trump em 2017, Homan foi diretor interino do ICE por um ano e meio

Tom Homan foi um forte defensor da controversa política de “tolerância zero” que em 2018 levou à separação de milhares de crianças de seus pais imigrantes na fronteira entre EUA e México.

Junto com mais dois funcionários de alto escalão, ele foi um dos signatários do memorando que aprovou esta iniciativa — sob a supervisão da então secretária de Segurança Interna, Kirstjen Nielsen, que deu luz verde às separações.

A medida, aplicada durante o primeiro mandato de Trump, procurou desencorajar as famílias de tentarem entrar no país de forma irregular, utilizando a separação como ferramenta de controle de imigração.

Considerado pela imprensa e por especialistas como o pai intelectual desta política, Homan já a promovia há anos antes de se tornar diretor interino.

O ex-policial defendeu que a possibilidade de serem separados dos filhos levaria muitos pais a reconsiderar a decisão de cruzar a fronteira.

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Homan discursando durante campanha de Donald Trump

Embora tenha deixado seu cargo no ICE em meados de 2018, Tom Homan seguiu ativo no debate sobre imigração como figura pública na mídia conservadora.

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Ele se tornou colaborador da rede Fox News, onde continuou defendendo políticas rígidas de imigração.

Participou também na Heritage Foundation, um influente centro de pesquisas conservador. Lá, ele contribuiu para o desenvolvimento de propostas sobre imigração para um segundo mandato de Trump.

Mais notavelmente, Homan colaborou com o Projeto 2025, um conjunto de propostas da Heritage Foundation altamente criticado do qual Trump tentou se distanciar durante a campanha.

O projeto prevê expandir ainda mais o poder presidencial e impõe uma visão social ultraconservadora. O plano também traz medidas mais radicais em relação aos imigrantes irregulares.

Imigrantes que ainda não conseguiram cruzar a fronteira temem que isso fique mais difícil a partir de janeiro, quando Trump assumirá a Casa Branca

Numa entrevista recente para à rede CBS, o próximo “czar da fronteira” delineou a sua estratégia para realizar a maior operação de deportação da história dos EUA durante o novo governo Trump.

Segundo Homan, a iniciativa começará com a expulsão de criminosos estrangeiros e pessoas que sejam consideradas ameaças à segurança nacional; depois, vai se voltar para os imigrantes com ordens de deportação pendentes.

Ao contrário da sua primeira fase à frente do ICE, quando a política de tolerância zero resultou na separação de milhares de famílias migrantes, Homan indicou que desta vez o objetivo será deportar famílias inteiras sem dividi-las.

Homan garantiu que o plano não envolverá “campos de concentração” ou incursões indiscriminadas em bairros residenciais onde vivam muitos imigrantes.

Por vários motivos, especialistas questionam a viabilidade da deportação em massa prometida por Trump.

O primeiro é o seu elevado custo, já que deportar um milhão de pessoas por ano demandaria US$ 88 bilhões, segundo estimativa da ONG Conselho Americano de Imigração.

Críticos apontam que a economia americana poderia ser negativamente afetada, já que setores-chave como a construção, a agricultura e a hotelaria dependem em parte de trabalhadores imigrantes irregulares.

“BBC News Brasil”

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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