GERAL

Polícia localiza família de idosa mantida em cárcere privado por 20 anos

Os parentes registraram o desaparecimento na polícia do Paraná em 1996, depois de não ter mais notícias de Iva de Souza

Publicado em

GERAL

A Polícia Civil localizou nesta terça-feira (25/6), familiares da idosa Iva da Silva de Souza, de 63 anos, que foi mantida em cárcere privado durante cerca de 20 anos por um casal em Vinhedo, no interior de São Paulo. Segundo a polícia, Écio Pilli Júnior, de 47 anos, e Marina Okido, de 65, foram presos, suspeitos de estelionato.


 

 

 

 

 

 

 

 

Écio Pilli Júnior e Marina Okido foram presos, suspeitos de estelionato (foto: Divulgação/Polícia Civil de São Paulo)

Irmã da vítima, Odete da Silva Souza foi localizada em Araraquara, também no interior, e já fez contato com a mãe, que mora na região de Maringá, no Paraná. Ela disse que não fala com Iva há mais de 40 anos e não a vê há ainda mais tempo. Segundo ela, Iva deixou a casa dos pais, em Colorado (PR), quando tinha cerca de 17 anos na esperança de conseguir trabalho em uma cidade maior.

Segundo relato de Odete, eles eram em dez filhos e Iva, a mais velha, trabalhava na lavoura com os pais. Ela quis sair de casa para ter salário e ajudar a família. Outra irmã teria chegado a conversar com a vítima após a viagem, mas achou que estava tudo bem. Na juventude, Iva trabalhou como doméstica, mas a cidade era desconhecida da família.

Leia Também:  Bolsonaro pode perder patente militar se for condenado diz presidente do STM

Os parentes registraram o desaparecimento na polícia do Paraná em 1996, depois de não ter mais notícias de Iva. A Polícia Civil encontrou Odete usando as poucas informações dadas pela mulher e após buscas na internet. Nesta tarde, era providenciada a viagem de Odete até Vinhedo para fazer o reconhecimento formal da irmã.

Conforme a assistente social Giorgia Bezerra, que atende Iva na casa de acolhimento para idosos da prefeitura de Vinhedo, será preciso aguardar o resultado dos exames para promover o encontro entre as irmãs. "Queremos fazer isso o mais rápido possível, mas ainda esperamos o laudo da avaliação psicológica o resultado de exames para ver se ela está em condições de saúde e psicológicas para reencontrar a família."

De acordo com Giorgia, a vinda da mãe também está sendo providenciada. "Vamos conversar com a irmã e com a mãe assim que elas estejam na cidade a avaliar se já é o caso dela retornar ao convívio dos familiares, o que seria ideal", afirmou

A assistente social disse que Iva viveu durante muitos em isolamento social, por isso houve a necessidade de encaminhamento ao serviço de atendimento do município. "As condições em que ela e a outra mulher, ainda mais idosa, se encontravam eram de muito risco", disse. "Ela sequer sabia em que bairro ou em que cidade ela estava, mas parecia resignada com a situação. Tanto que os policiais civis demoraram para perceber que havia algo errado."

Leia Também:  Ministério do Trabalho notifica sindicatos para atualizar registro

Os agentes da Polícia Civil foram à casa onde a idosa estava em cárcere privado ao investigarem a emissão de cheques sem fundo no comércio local. Os cheques haviam sido emitidos em nome de Iva pelo casal Júnior e Marina, que haviam aberto uma conta bancária usando os documentos da mulher.

No local, estavam apenas duas idosas: Iva e a mãe de Marina, de 88 anos, que é cadeirante. A situação causou desconfiança nos agentes, mas eles só se deram conta de possível crime quando Iva pediu ajuda. O casal chegou logo depois e acabou detido.

Segundo a Polícia Civil, a mulher trabalhou durante muitos anos como doméstica para os pais de Marina, mas quando o homem morreu, há cerca de 18 anos, com a esposa já idosa, Iva passou a ser tratada pela filha e genro deles em condições semelhantes à de escravidão. Ela teria sido agredida e impedida de sair, sendo obrigada a trabalhar em troca de comida.

Fonte: Correio Braziliense

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Publicados

em

Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

Leia Também:  Senado promulga resolução que zera IPVA para motos até 170 cilindradas

Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

Leia Também:  Ministério do Trabalho notifica sindicatos para atualizar registro

O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA