GERAL

Mais de 80% das vítimas de trabalho análogo à escravidão são negras

Publicado em

GERAL

Mais de 80% das vítimas de trabalho análogo à escravidão são negras

Mais de 80% das vítimas de trabalho análogo à escravidão são negras

Em 2023, quase 3,5 mil pessoas foram encontradas em condições análogas à escravidão

O primeiro feriado nacional do Dia da Consciência Negra, dedicado à memória de Zumbi dos Palmares e à resistência negra contra a escravidão, evidencia a persistência do trabalho análogo à escravidão no Brasil. Em 2023, quase 3,5 mil pessoas foram encontradas em condições degradantes, e uma esmagadora maioria das vítimas são pessoas negras. 

Os números revelam que trabalhadores negros, nordestinos e com baixa escolaridade estão entre os mais vulneráveis a essa prática. Entre 2016 e 2023, 82% dos resgatados se autodeclararam pretos ou pardos, com destaque para jovens homens entre 18 e 24 anos. Além disso, pelo menos 53% das vítimas resgatadas são da região Nordeste.

Leia Também:  PF indicia Bolsonaro e Eduardo por coação

Os setores mais associados ao trabalho escravo também reforçam o peso do agronegócio na exploração. A pecuária lidera os casos acumulados, com 2.115 registros, seguida pelas lavouras (910) e carvoarias (501). Nos últimos dez anos, o trabalho escravo em lavouras superou os da pecuária, refletindo mudanças nas dinâmicas econômicas.

Os dados também mostram que, entre 2016 e 2023, 10.349 homens foram resgatados de condições análogas à escravidão, enquanto as mulheres somaram 972 vítimas. Dessas, 80% eram mulheres negras, o que evidencia as interseções entre gênero e raça na perpetuação dessa forma de exploração.

”Correio Braziliense”

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

GERAL

Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Publicados

em

Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

Leia Também:  Elon Musk tem os bilhões para uma oferta no Twitter, mas seus investidores permanecem não vendidos

Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

Leia Também:  Alta Floresta: Morte de repórter vítima de câncer, comove a população ( Video emocionante)

O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA