Ela conta que são raras as vezes em que as desconfianças são infundadas.

Detetive particular conta da rotina nas redes sociais: “Já flagrei marido tendo caso com a sogra”

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Patrícia trabalha há 30 anos na área, e começou investigando infidelidade dos namorados das amigas, até que se viu numa profissão que tem procura alta.

A desconfiança é um dos sentimentos que mais causam desconforto, principalmente quando envolve pessoas com as quais se mantém uma relação íntima, seja ela amorosa ou não. Sentir que ela está presente durante as trocas interpessoais pode levar a pensamentos obsessivos, e muitos sentem que precisam fazer algo para resolver a situação.

O diálogo é sempre o primeiro caminho a ser tomado, mas e quando a pessoa garante que não existe nada, que tudo não passa de fruto da sua imaginação, e mesmo assim aquela desconfiança não desaparece? É aí que Patrícia Karany, de 48 anos, entra em ação. Trabalhando como detetive particular há três décadas, ela garante que são raros os casos em que a suspeita é infundada.

Em entrevista ao UOL, a profissional contou que começou investigando namorados de amigos, até que viu seu público crescer aos poucos. A detetive é formada em Direito, mas acabou seguindo a linha de investigação sem sequer exercer a profissão oficialmente. A linha de trabalho calhou com aquilo que sempre gostou de fazer: observar os outros.

A detetive compartilha alguns casos que investiga em suas redes sociais, sempre ocultando os nomes dos envolvidos e colocando uma pitada de humor em cada publicação. Dentre as inúmeras histórias de que foi atrás, os adultérios representam a maior parcela dos pedidos, inclusive já chegou a flagrar noivos, maridos e namorados saindo com as próprias sogras, e isso não é incomum como pensam.

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Outro caso inusitado que já investigou foi quando um advogado bem-sucedido, casado e com filhos, pediu que ela fosse atrás do amante —outro homem bem-sucedido, casado e com filhos. Ela acabou descobrindo que o amante realmente estava saindo com uma terceira pessoa, uma colega de trabalho. São muitos os casos em que as pessoas mantêm amantes ou parceiros fixos durante anos, sem que o marido ou esposa desconfiem de nada.

Lei

A profissão de detetive particular foi aprovada pelo Senado em 2017, quando o Projeto de Lei nº 106/2014 regulamentou “a coleta de dados e informações de interesse privado”. O PL estabeleceu competências e ainda passou a exigir formação dos profissionais para que o trabalho fosse feito “às claras”. Na época da regulamentação, segundo reportagem do jornal O Tempo, a estimativa era de que existiam, no mínimo, 50 mil autônomos trabalhando na área em todo o país.

Ainda que a maior procura seja de casos extraconjugais, os detetives particulares também vão atrás de pistas de pessoas desaparecidas, filhos adolescentes que os pais querem fiscalizar, monitoramento de cuidadores de idosos e crianças, além de empresas que querem checar se os funcionários cometem alguma irregularidade.

Todas as investigações ocorrem em sigilo, mas quando o profissional se depara com alguma situação fora da lei, a ética o obriga a denunciar formalmente à polícia. Patrícia chegou a descobrir um caso de abuso infantil e informou ao cliente que precisaria denunciar, o que acabou acontecendo.

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Sigilo e trabalho legal

Embora alguns clientes sintam medo de registrar fotos, vídeos e outras gravações, Patrícia garante que sempre faz tudo dentro da lei e que não é preciso sentir medo. Se uma pessoa quer colocar câmeras e escutas dentro de casa para flagrar uma possível infidelidade do marido ou da esposa, ela pode, já que dentro de um casamento tudo vira sociedade, sem falar que a casa também é propriedade do cliente em questão.

Como é advogada, Patrícia faz questão de trabalhar sempre sem cometer infração. Em muitos casos, por exemplo, os agentes dela temem ser enquadrados na Lei de Stalking, então para que isso não aconteça, ela chega a mudar as escalas dos profissionais duas ou até três vezes no mesmo dia. Confira abaixo um dos casos da detetive:

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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