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Cinco dos medicamentos para portadores de HIV não estão sendo distribuídos de acordo com os pedidos feitos

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Situação preocupa os beneficiários 

Por: Branca
morais

Desde o começo da
epidemia, o Brasil  registrou 798.366
casos de AIDS, acumulados no período de 1980 a junho de 2015. De 2010 a 2014, o
brasil registrou 40,6 mil novos casos por ano em media.

 

Em relação à
mortalidade, houve uma queda da taxa de mortes ocasionadas por AIDS de 10,9%
nos últimos anos,passando de 6,4 por 100 mil habitantes em 2003, para 5,7 em
2014.

 

A estimativa é de que a
cada 15 minutos uma pessoa é infectada com o vírus HIV no Brasil, e que sete
(7), pessoas morrem por dia, até junho de 2016 foram registrados no
Brasil,548.850 casos de AIDS em homens (61,5%) e 293.685 em mulheres (34,9%).

 

A situação não está
nada boa para quem depende dos serviços de distribuição de medicamentos do Estado
para o tratamento dos pacientes com soro positivo/HIV, a noticia de que poderá
faltar alguns dos medicamentos que compõe os coquitéis de tratamento é
preocupante.

 

O Ministério da Saúde,
envia nota aos Estados alertando que dos 37 medicamentos utilizados para o
tratamento de pacientes com HIV/Aids, cinco deles não estão sendo distribuídos
de acordo com os pedidos feitos e estão em “situação de alerta/crítica”.

 

Em 21 de junho, a
Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de
Mato Grosso (SES-MT), já havia alertado para o risco de desabastecimento dos
remédios, já que, o ministério não vem abastecendo a quantidade solicitada.

 

A nota foi enviada pelo
Departamento Vigilância, Prevenção e Controle IST/Aids e Hepatites Virais da
Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde a todos os coordenadores
e responsáveis nos Estados pela logística dos medicamentos antirretrovirais. Um
dos cinco remédios listados é o Zidovudina Solução Oral que, segundo o
ministério, foi enviado a todos os estados em quantidade suficiente para um mês
de consumo (última entrega no dia 5 de julho) e a expectativa é que até o dia
24 deste mês seria entregue uma quantidade suficiente para um mês e meio de
consumo. A partir de agosto, o ministério garante que entregará a programação
ascendente de forma integral.

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Sobre o Zidovudina
300mg + Lamivudina150mg, o ministério afirma que todos os estados possuem em
média um mês e meio de cobertura. “Novas entregues serão realizadas neste mês
pela FURP, LAFEPE e FIOCRUZ. Com essas entregas a cobertura será ampliada em
mais um mês.

 

A partir de agosto
ocorrerão envios regulares para manter o abastecimento”, diz trecho da nota.

 

Quanto ao Ritonavir
Solução Oral, o Ministério da Saúde informou que nota técnica enviada na última
sexta-feira, dia 7, garante a ampliação da validade por mais 30 dias. Uma nova
remessa está em andamento com previsão de entrega nos estados a partir do dia
17 de julho.

 

Sobre o quarto
medicamento da lista, Tenofovir300mg+Lamivudina300mg+Efavirenz600mg (3 em 1), o
ministério informou que foi enviado para os estados entre os dias 19 e 20 de
junho em quantidade suficiente para um mês de consumo. Em Mato Grosso, esse
medicamento chegou ao Estado no dia 19 de junho, mas, conforme a Vigilância
Epidemiológica, a quantidade enviada foi inferior à solicitada, e, em geral, é
suficiente apenas para um mês.

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Sobre este medicamento,
o ministério assegurou que “a previsão  para o dia 17 – seria entregue uma quantidade
para mais dez dias e até o dia 24 de julho “ quantidade para mais dois meses de
consumo. A previsão é que a partir de agosto a programação ascendente seja
atendida integralmente.

 

As parcelas foram muito
fragmentadas pelo fornecedor e por este motivo as entregas não têm ocorrido em
quantidade para até 4 meses de consumo”, diz trecho da nota, encaminhada à
coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SES, Alessandra Moraes.

 

Por fim, a respeito do
remédio Abacavir Solução Oral, o ministério informou que a expectativa é fazer
a entrega de nova remessa até o final de julho. “Já providenciamos
remanejamento para atender o município do Rio de Janeiro, Ceará, Alagoas, com
previsão de entrega para o final desta semana”, diz a nota.

 

O Abacavir, segundo a
coordenadora Alessandra Moraes, é um dos medicamentos que está com o estoque
baixo no Estado.

 

O Departamento de
Vigilância do Ministério da Saúde informou também que o Ritonavir 100mg
encontra-se em desembaraço alfandegário quantitativo para dois meses de
consumo.

 

“A expectativa é que novas
remessas ocorrerão em agosto de forma a suportar a migração dos pacientes que
utilizavam o Lopinavir + Ritonavir”, explicou o departamento
.

 

O ministério informou
também que está em andamento a entrega do Lamivudina 150mg na quantidade
suficiente para atender dois meses e meio de cobertura em todos os Estados. 

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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