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Ciclone faz ‘prédio de Neymar’ balançar em Balneário Camboriú

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As torres do Yachthouse em Balneário Camboriú, que lideram o ranking dos edifícios residenciais mais altos do Brasil, segundo o Skyscraper Center, foram vistas balançando na passagem do ciclone em Santa Catarina nesta quarta-feira (10).

O local é conhecido pelo investimento de Neymar, que comprou uma das coberturas ainda na planta.

A oscilação é leve e, segundo a construtora, não é sentida dentro do edifício. Isso porque, conforme a empresa, uma tecnologia de contraventamento foi utilizada na construção, oferecendo “amortecimento superior” a outros métodos.

O município não possui uma estação de monitoramento de ventos, mas, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que monitora as condições climáticas do Estado, cidades vizinhas tiveram rajadas que passaram de 70 km/h.

Já em Urupema, na Serra catarinense, o vento chegou a 111,85 km/h na manhã desta quarta.


Video: Yachthouse balança com ventania de ciclone em Balneário Camboriú (Dailymotion)

Com duas torres, o Yachthouse tem 81 andares e mais de 200 apartamentos com uma lista de proprietários famosos, do esporte e do sertanejo.

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“As pessoas que trabalham neste momento na obra nem sentem os fortes ventos que atingem a região”, escreveu a construtora, em rede social. A obra tem mais de 281 metros de altura.

É normal balançar?

Todos os edifícios precisam ter algum nível de oscilação, ainda que ela não seja percebida. Segundo especialistas, o fenômeno é natural e desejável, pois o movimento evita que o prédio tenha danos estruturais causados pelo vento, como fissuras.

O nível de oscilação é considerado também para mensurar tubulações e esquadrias. Quanto mais alto o edifício, maior o “balanço”.

Ciclone em SC

A estrutura do primeiro clube flutuante de Santa Catarina se desprendeu e foi arrastada para alto mar da Praia Central em Balneário Camboriú, na manhã desta quarta-feira (10).

Segundo a administração do empreendimento, a estrutura ficou à deriva por conta do ciclone extratropical que passa pelo Estado. Não havia ninguém no local no momento.

Barcos de resgate foram acionados e tentaram conter a plataforma, mas a estrutura da Dejour Club seguia no mar até o início desta tarde. Com a força do vento, ela se partiu ao meio.

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“MSN”

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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