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Boxeador morre dois dias após ficar desnorteado no ringue e lutar contra ‘fantasma’

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O boxeador sul-africano Simiso Buthelezi, que ficou desnorteado em uma luta de boxe e começou a dar golpes no ar, morreu na noite desta terça-feira, dois dias após a luta. Segundo o jornal “Boxing South Africa”, o atleta foi colocado sob coma induzido, mas não resistiu a um sangramento no cérebro.

O vídeo chocou a internet pela forma com que o boxeador ficou desorientado na parte final da luta, enquanto sua vitória por pontos parecia certa. Buthelezi disputava o título dos leves da WBF All Africa. Ele tinha 24 anos e tinha acabado de se formar em botânica e zoologia na universidade.

– É com grande tristeza para a família Buthelezi anunciar a morte de Simiso Buthelezi, que faleceu na noite passada em 7 de junho no hospital em Durban. No final de sua luta, Buthelezi desmaiou e foi levado ao hospital e descobriu-se que ele sofreu uma lesão cerebral que resultou em hemorragia interna. No hospital, Buthelezi recebeu o melhor atendimento possível, mas sucumbiu à lesão – disse o jornal Boxing South Africa, que divulgou a nota oficial da morte do atleta.

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O treinador do atleta, Bheki Mngomezulu, concedeu entrevista para a mídia local e disse que Buthelezi estava em perfeita saúde antes da luta.

– Não houve nada de inconveniente na luta e no treinamento. Ele estava liderando a luta por pontos antes do incidente infeliz ocorrer. Eu realmente não posso explicar o que aconteceu, para ser honesto. Foi desconcertante, mas em seu treinamento e na preparação para a luta, não havia nada de ruim em relação à sua condição. Ele estava bem antes da luta – disse o treinador.

Buthelezi estava no minuto final de uma luta de 10 rounds contra Siphesihle Mntungwa quando partiu para o ataque, e seu oponente tropeçou para trás entre as cordas. Nesse momento, Buthelezi ficou desorientado e começou a dar golpes em um “fantasma”, no vento, em direção ao canto do ringue.

O árbitro paralisou a luta e deu a vitória para o adversário. veja o vídeo:

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

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Conclave para eleição do sucessor do papa inicia em 7 de maio

Conclave para eleição do sucessor do papa Francisco começará em 7 de maio

O porta-voz do Vaticano informou a data, ao mesmo tempo que o Museu do Vaticano anunciou o fechamento da Capela Sistina, a majestosa sala adornada com os célebres afrescos de Michelangelo, situada no Palácio Apostólico.

Os cardeais participarão de uma missa solene na Basílica de São Pedro no Vaticano na quarta-feira da próxima semana, após a qual aqueles com direito a voto – os que têm menos de 80 anos – se reunirão a portas fechadas para votar em um processo secreto que pode durar vários dias.

O primeiro pontífice latino-americano foi enterrado no sábado, após uma cerimônia solene de despedida na presença de líderes internacionais e de 400.000 pessoas.

Os cardeais foram convocados a Roma para escolher o novo papa. Do total de 135 com direito a voto – porque têm menos de 80 anos -, 80% foram designados por Francisco. Eles vêm de todas as regiões do mundo e muitos não se conhecem.

“Personalidade aberta”

Patricia Spotti espera que o novo pontífice “seja como o papa que faleceu”. “Deve ter uma personalidade aberta para todos”, disse à AFP esta mulher de 68 anos que viajou de Milão a Roma para o Ano do Jubileu, celebrado em 2025.

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Muitos fiéis temem que o novo papa represente um passo atrás em relação ao legado do jesuíta argentino, marcado pela luta contra os abusos sexuais de menores de idade na Igreja, por mais espaço para mulheres e leigos e pela defesa dos pobres e migrantes.

“Nosso desejo é encontrar alguém que se pareça com Francisco, não que seja o mesmo, mas em continuidade”, declarou o cardeal argentino Ángel Sixto Rossi, de 66 anos.

“É difícil dizer como imaginamos o perfil do novo papa”, destacou o cardeal italiano Giuseppe Versaldi, de 83 anos, sem direito a voto. “Tem que haver continuidade, mas também avançar em frente, não apenas repetir o passado”.

O cardeal espanhol José Cobo disse ao jornal El País que não será “nada previsível”.

Como no filme?

O conclave provoca fascínio há vários séculos. O recente filme homônimo do diretor alemão Edward Berger, que venceu em março o Oscar de melhor roteiro adaptado, popularizou ainda mais o evento.

“Mais da metade de nós viveremos nosso primeiro conclave. É uma oportunidade para mostrar ao mundo que filmes como ‘Conclave’ e outros semelhantes não são a realidade”, disse o cardeal espanhol Cristóbal López Romero ao portal oficial Vatican News.

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O filme retrata o processo de eleição de um novo papa, em reuniões a portas fechadas. O relato fictício mostra as tensões entre diversas alas do Vaticano.

Mas as divisões dentro da Igreja não são uma ficção. As reformas impulsionadas por Francisco e seu estilo simples despertaram críticas entre os setores mais conservadores, que apostam em uma mudança mais focada na doutrina.

“Hoje, precisamos de união, não de divisão”, advertiu no domingo o cardeal do Mali Jean Zerbo, de 81 anos, após uma oração dos cardeais diante do túmulo de Francisco.

As apostas

O cardeal alemão Reinhard Marx espera um conclave de “poucos dias”.

Roberto Regoli, professor da Universidade Pontifícia Gregoriana, acredita que não será rápido. “Estamos em um período em que o catolicismo está enfrentando várias polarizações e os cardeais terão que encontrar alguém que saiba forjar uma unidade maior”, disse.

Com os conflitos e as crises diplomáticas no mundo, o italiano Pietro Parolin aparece como um dos favoritos. O cardeal atuou como secretário de Estado com Francisco, depois de ocupar o posto de núncio na Venezuela.

A casa de apostas britânica William Hill o coloca à frente do filipino Luis Antonio Tagle, seguido do cardeal ganês Peter Turkson e do também italiano Matteo Zuppi.

“ISTOÉ”

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