NO SISTEMA HÍBRIDO
Secretário diz que Estado irá seguir a orientação dada pelo governador Mauro Mendes
Educação
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, afirmou nesta terça-feira (13) que está mantida para o dia 3 de agosto a retomada das aulas presenciais nas escolas da rede estadual de ensino, no sistema híbrido.
De acordo com o gestor, a orientação dada pelo governador Mauro Mendes (DEM) é para que a Pasta dê sequência ao planejamento elaborado ao longo dos últimos seis meses. Porto salientou que o calendário já foi divulgado para a rede e já houve reuniões com os municípios.
“Agora em agosto, depois do recesso escolar, a nossa previsão é retornar atividades presenciais com 50% de funcionamento dentro da sala de aula, visando recuperar a aprendizagem dos estudantes”, disse.
“Estamos bem seguros dessa decisão. Entendemos que é o momento de voltar, que precisa voltar. Estamos falando de um ano e meio de escolas fechadas. E aulas remotas não são a mesma coisa [que aulas presenciais]”, acrescentou.
No final de junho deste ano, a Assembleia Legislativa derrubou o veto do governador ao trecho de um projeto que libera o retorno às aulas presenciais apenas após a imunização de todos os profissionais da Educação contra a Covid-19.
Segundo Porto, o Governo priorizou a vacinação desses servidores e a informação obtida por ele junto à Secretaria de Estado de Saúde é de que, em quase todos os municípios, praticamente todos os profissionais receberam pelo menos a primeira dose.
“E ela já tem uma imunização significativa”, salientou
“Não é justo que o filho do trabalhador, das pessoas que pagam impostos, fique dentro de casa sem condições de ir para a escola, enquanto os filhos da classe média ou mais rica está tendo aulas na escola particular, aumentando ainda mais essa desigualdade social”, argumentou.
Protocolos
Segundo o secretário, 27 municípios já retomaram as aulas presenciais na modalidade híbrida e não houve aumento da curva de contaminação, o que comprovaria que as salas de aula são ambientes seguros, desde que respeitados todos os protocolos de biossegurança.
Ele afirmou que todas as escolas receberam recursos e que vistoriou algumas unidades do Estado, verificando in loco que as normas – como aferição de temperatura e aplicação de álcool em gel na entrada das escolas, bem como a demarcação das carteiras – estavam sendo aplicadas.
“As unidades estão preparadas e os protocolos não são novidade para ninguém. Há condições, sim, de lecionar as aulas respeitando todos esses protocolos e entendemos que o ambiente escolar é um ambiente seguro”, disse.
“Mídia News”
Educação
Prefeitura proíbe uso de celulares em sala de aula e no recreio
Por Vinicius Lisboa
A Prefeitura do Rio de Janeiro publicou nesta sexta-feira (2) decreto que restringe o uso de celulares nas escolas da rede municipal. Segundo a publicação assinada pelo prefeito, Eduardo Paes, os dispositivos só poderão ser usados antes da primeira aula e após a última, à exceção de casos especiais.

O decreto já entrou em vigor, mas seus efeitos passam a valer após 30 dias, segundo o texto. A Secretaria Municipal de Educação ainda precisará editar ato normativo para regulamentar a medida.
Proibição no recreio
A proibição do uso de celulares vale para dentro de sala de aula e também os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio. Apenas na Educação de Jovens e Adultos será permitido o uso de celulares nos intervalos.
O decreto orienta que os celulares e demais dispositivos eletrônicos deverão ser guardados na mochila ou bolsa do próprio aluno, desligado ou ligado em modo silencioso e sem vibração. Apesar disso, a publicação deixa margem para que a equipe da escola adote outra estratégia de preferência.
Caso haja desrespeito à proibição, o decreto autoriza os professores a advertir os alunos e cercear o uso dos dispositivos em sala de aula.
Exceções
Apesar da proibição, os professores podem propor a utilização dos celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos, como pesquisas, leituras ou acesso a outros materiais educativos.
Os alunos com deficiência ou com condições de saúde que necessitam destes dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade também têm autorização para mantê-los em funcionamento na escola.
O uso também pode ser liberado quando a cidade estiver classificada nos estágios operacionais 3, 4 e 5 pelo Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Isso ocorre em situações que causam impacto na rotina da cidade, como temporais que provocam alagamentos e incidentes graves de trânsito ou segurança pública.
Consulta pública
Antes de a prefeitura publicar o decreto, a Secretaria Municipal de Educação realizou uma consulta pública sobre a proibição, que contou com mais de 10 mil contribuições.
Segundo a secretaria, o resultado foi de 83% de respostas a favor, 6% contrárias e 11% parcialmente favoráveis.
Na época, o secretário municipal de educação, Renan Ferreirinha, destacou a relevância do resultado. “São números que mostram o grande interesse por essa discussão e o quanto a sociedade está consciente da importância e urgência que esse problema precisa ser enfrentado”.
Apesar disso, especialistas ouvidos pela reportagem no lançamento da consulta pública avaliaram a proibição com ponderações. A pedagoga Rosemary dos Santos, pesquisadora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que é mais importante trazer a discussão do uso desses dispositivos para a escola.
“O aluno vai usar em todos os lugares, menos na escola? Que lugar é esse da escola que abre mão de discutir o que é vivenciado por todo mundo? O uso excessivo não se dá porque o aluno usa o celular na escola, mas sim porque ele usa em todo lugar. As questões que emergem a partir desse uso precisam ser problematizadas em sala de aula. Não é o uso na escola que pode gerar depressão ou que pode levar o aluno a conteúdos inadequados. É o uso na sociedade. E a escola é um local adequado para essa discussão. Se o excesso de uso de tela gera problemas, a escola precisa discutir,” explicou.

